quarta-feira, 27 de julho de 2011

Posthuman Tantra



Posthuman Tantra - Transhuman Reconnection Ecstasy
(Legatus Records - 2010)




Há algum tempo eu venho querendo ouvir o novo full-lenght de Dark Ambient do artista tijucano Edgar Franco, mas aguardando a hora certa para absorver o "estranho", peculiar e novo material de sua one-man-band Posthuman Tantra, que contou com a participação de artistas de todas as partes do globo, fazendo jus a este trabalho. Transhuman Reconnection Ecstasy pode ser definido assim: um trabalho voltado para o globo.

A Priori choca, sim, pois nos coloca em contato com uma cultura até então nunca vista. É como provar um novo sabor, uma fruta de uma outra região que você nunca tenha ouvido falar. 

A impressão inicial que se tem é que estamos dentro de um filme de ficção! Para os fanáticos de filmes do gênero, é escolher o momento, ouvir e pirar! 

Começando pela The Cyber Pagelança, um introdução que mistura as raízes tupiniquins com um futuro cibernético. Eu já citei o choque cultural, certo?

Outra canção que com certeza merece destaque é a sombria faixa 4, "The Sinister Mantra of Human Dogmas", que contou com a participação de Dimitri Brandi, da banda brasileira de Metal Psychotic Eyes, essa chamará a atenção principalmente dos fãs de Metal Extremo.

Seguindo pelo canto dos pássaros de "The Gaia's Holes Ritual" que sugere para que você "não se entregue ao ódio", sentimento que seria fruto do rompimento da percepção de nossa verdadeira natureza.

Chegamos na faixa 7, "The Misanthropic Meme's Extinction", a essa altura do campeonato já estamos absorvidos pelo universo pós humano, esqueçam a noção de tempo e se deixe levar pelos sintetizadores dos diversos artistas que participaram dessa canção.

Na poética "Tênue Esfera Azul" podemos falar das possíveis verdades (não confundir com dogmas), onde o amor e o momento presente é citado como referência de nossa eterna existência. A melodia comove e talvez o faça navegar por emoções sinceras e reais.

"Transhuman Tempestuous Totem" acrescenta mais peculiaridade ao álbum, talvez por envolver vários instrumentos, talvez por eu ser o ouvinte mais suspeito para falar sobre (vide participações especiais).

Chegando ao fim, as batidas da penúltima faixa "Twards the Earth's Womb" com o toque feminino da voz de Asenath Mason (Polônia) e a marcante voz de Mike Vonlanthen da banda Transzendenz (Suíça) o convida para a estranha e boa sensação de querer que o álbum não acabe. Corrigindo: de querer que o álbum continue.

A última faixa, o "Telúrico Hino da Reconexão" é divida em três atos. O primeiro deles me recorda a obra de ficção "A.I - Inteliência Artificial", onde os seres são tratados como objetos descartáveis. Neste mesmo ato vem o tapa na cara do limitado: "obtusa ilusão de que só o visível e tangível é real". No segundo ato, da transição, a já reconhecida frase: "A verdadeira vitória não sobrepuja o outro, a verdadeira vitória não envolve dor para ninguém. É simples, doce e serena". Finalizando, o último ato, o homem retorna à sua essência. Aqui as palavras já não são mais relevantes, e sim o estado de serenidade e indescritível reflexão que o álbum proporciona.

Se você quer fugir do óbvio, sair da mesmisse e entrar em contato com novas perspectivas, esta é uma boa pedida.

Apesar dos destaques, o interessante é o ouvir o trabalho completo numa única tacada, para melhor apreciação e contextualização. O resultado dessa aventura, bom, obviamente também é totalmente pessoal, mas que para mim valeu muito a pena.

                                                                                                                   
Por Laurencce Martins (Lycanthropy)






TRACKLIST:
01. The Cyber Pagelança 02. The False Sadness of the Oldest Galaxy on the first Antimatter Particle of my DNA 03. Transbiomorphosis' Ecstasies 04. The Sinister Mantra of Human Dogmas 05. The Gaia's Holes Ritual 06. The Master of the Alien Werewolves' Clan 07. The Misanthropic Meme's Extinction 08. Transgenic Pineal Orgasm 09.Tênue Esfera Azul (The Tenuous Blue Sphere) 10. Transient Visitor from my Holotropic Dimension 11. Transhuman Tempestuous Totem 12. The Posthuman Embrace 13. Towards the Earth's Womb 14. Telúrico Hino da Reconexão (Telluric Anthem to the Reconnection) 15. Multimedia Track: Against Neo-racism (Animation) - The Gaia's Holes Ritual (video)Participações especiais:





Dimitri Brandi (PSYCHOTIC EYES / Brasil) – Guitarra & Voz; Amyr Cantusio Junior (ALPHA III / Brasil) - Synths; Marcelo Diniz (ANALOG DREAM/ Brasil) - Synths; Laurencce (G), Sydnei (D), Silas (B), Diogo (V) (LYCANTHROPY /Brasil); Asenath Mason (female voices/ Poland), Mike (TRANSZENDENZ / Switzerland) – Vox; Lord Evil (MELEK-THA / France) - Synths & Gareth Miller (XA-MUL / United Kingdom) - Synths.                                                                                                         


CONTATO:










sábado, 23 de julho de 2011

Tarja Turunen - Antes, Durante e Depois do Nightwish! Parte 3



Depois...

Após sua demissão do Nightwish, Tarja ficou em pausa durante um mês em Buenos Aires (Argentina). Em dezembro de 2005 retomou sua carreira com uma Turnê Natalina que passou por quatro países da Europa: Finlândia, Alemanha, Espanha e Romênia.    
Em maio de 2007, começou as gravações de My Winter Storm, nos estúdios Grouse Lodge no interior da Irlanda. Contando com a ajuda de um grupo de compositores e músicos como Doug Wimbish e Earl Harvin. 
A produção do álbum levou a cantora aos estúdios do famoso compositor de trilhas sonoras, Hans Zimmer (em Los Angeles) onde o álbum ganhou seus últimos arranjos para enfim poder ser lançado em Novembro daquele ano.
A data oficial do lançamento foi em 19 de novembro de 2007 na Europa e 2 de janeiro de 2008 na América do Sul.




A turnê mundial começou em 25 de novembro de 2007 por Berlim (Alemanha); ainda naquele ano Tarja e sua banda passaram pela Hungria, Rússia, Finlândia, Alemanha, França, Holanda, Grécia, Suíça e Inglaterra. 
Excursionaram durante todo o ano de 2008.






Em Agosto, Tarja deu início a turnê "Tempestade na América 2008", passando pelo Brasil, com datas nas cidades de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e em outros países como México, Chile, Colômbia e Argentina, e que contou com a participação do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro (Angra). 
Durante essa turnê, Tarja apresentou uma "Enough", uma faixa inédita. A faixa que já estava programada para se tornar single, ganhou grande aprovação do público. 

No final de 2008, Tarja retorna a Europa para novos shows.
Também lançou um EP, intitulado "The Seer", que além da participação especial da veterana Doro Pesch em um dueto na música título, conta também com várias versões das músicas já encontradas no álbum My Winter Storm, com versões ao vivo e um remix da canção "Lost Northern Star" por Peter Tägtgren da banda Pain.
A cantora finaliza o ano como convidada especial no show de 25 anos de carreira de Doro, na Alemanha, interpretando duas músicas: "The Seer" e "Walking With the Angels.



Em fevereiro de 2009 Tarja anunciou em seu website o título de seu próximo álbum, "What Lies Beneath". No qual ela trabalhou desde então, sempre mantendo o público atualizado quanto ao processo de produção através de um blog que ela criou especificamento para isso.

Em 19 de julho de 2010 foi feito o primeiro lançamento relacionado ao novo material, um single chamado "Falling Awake", com lançamento limitado em mil cópias para o Reino Unido. O próximo single, "Until My last Breath", foi lançado mundialmente em 16 de Agosto.

O álbum completo estava previsto para ser lançado no dia 1 de setembro na Finlândia, em 3 de setembro na Europa, 6 de setembro na América do Norte e em 14 de setembro na América Latina.

Em junho de 2010 Tarja deu início a sua nova turnê mundial se apresentando em uma série de festivais de rock na Europa, e rapidamente marcou seus próprios shows, realizados também na Europa entre outubro e dezembro de 2010, já com novas datas para Europa e América Latina para março de 2011. 











Tarja é a cantora mais popular de seu país, eleita a voz da Finlândia pela presidente Tarja Halonen;
ela é constantemente chamada para participações na TV ou para julgar em competições locais.
Já foi indicada para seis Emma Awards e em 2009 foi pré-nomeada para o Grammy Awards por um trabalho conjunto com o artista Schiller. 

Seu perfil vocal se enquadra em soprano lírico-spinto, com amplitude de três oitavas.
Estima-se que Tarja tenha vendido cerca de 800 mil cópias em carreira solo e 3 milhões com o Nightwish.

No dia 25 de setembro de 2011, fãs brasileiros poderão prestigiar a cantora no evento Rock in Rio, no Rio de Janeiro. A cantora se apresentará com a banda Angra.


























 By Selene





Site Oficial:
http://www.tarjaturunen.com/



Blog Oficial: 
http://www.tarja-whatliesbeneath.com/
*Aconselho aos fãs que querem ficar sabendo noticias dela que entrem. O blog é muito bom!




Bibliografia:
www.nightwishanera.blogspot.com







sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tarja Turunen - Antes, Durante e Depois do Nightwish! Parte 2



Durante...
  
Tarja tornou-se um dos membros-fundadores do Nightwish quando seu colega de classe Tuomas Holopainen, a convidou para participar de seu projeto acústico, juntamente com Emppu Vuorinen. 
Eles gravaram uma demo intitulada "Nightwish" da qual mais tarde, foi retirado o nome da banda.
No mesmo ano (1996), ela cantou pela primeira vez no Festival de Ópera de Savonlinna interpretando obras de Wagner e Verdi.




Em 1997, é lançado o primeiro álbum da banda "Angels Fall First". 
Foi quando Tarja fez seu primeiro show como vocalista da banda Nightwish, que ocorreu no dia 31 de dezembro de 1997, em sua cidade natal.
A banda só ficou mundialmente famosa com o lançamento do álbum Oceanborn, em 1998.
Tarja foi solista de vários espetáculos bem-sucedidos de música lírica, mas continuou a gravar e fazer shows com o Nightwish pelos anos de 2000 e 2001, período de lançamento do álbum Wishmaster e do EP Over the Hills and Far Away.


Nessa época Tarja deixou a Academia Sibelius e mudou-se para a Alemanha, onde passou a frequentar a Universidade de Música de Karlsruhe.
Enquanto esteve lá, gravou os vocais para o álbum Century Child, além de uma participação no projeto Infinity do baixista argentino Beto Vázquez.
Em 2002, a cantora excursionou pela América do Sul com o concerto "Noche Escandinava" posteriormente fazendo uma turnê mundial para a promoção de Once, o então novo álbum do Nightwish.
Após esse período, Tarja voltou a Karlsruhe e o Nightwish fez um pequeno intervalo na carreira.

Em 21 de Outubro de 2005 após o último show da "Once Upon a Tour" no Hartwall Areena, Tuomas entregou uma carta nas mãos de Tarja.
Porém na euforia de um belo show concluído e do fim de mais uma turnê, Tuomas pediu que Tarja lê-se a carta somente no dia seguinte.
No dia 22 de Outubro Tarja já estava na Argentina junto com seu marido Marcelo Cabuli quando leu a carta (que mais tarde foi divulgada no site oficial do Nightwish) para todos que quisessem ver.

Tarja havia sido demitida do Nightwish!

Ocorreram várias discussões sobre o assunto. 
Especulações na mídia foram aparecendo dia após dia...


Acusações recaíram até sobre seu marido Marcelo.
Ele, então, respondeu a mais de 150 perguntas enviadas por fãs sobre toda essa questão, dando sua opinião e explicações pessoais sobre todas as acusações.

Tarja decidiu dar seu parecer sobre a discussão em duas conferências de imprensa, a primeira em Helsinque (Finlândia) e a segunda em Berlim (Alemanha), onde a cantora desabafou sobre sua situação. 



Os videos sobre a conferência na Finlândia seguem abaixo: 


Tarja Turunen falou um pouco mais a respeito de sua demissão do Nightwish em uma carta aberta, publicada em seu site pessoal. Apesar de longa, a carta não trazia muitas novidades/novos fatos e suposições. Contou como foram as gravações do DVD End of an Era, a alegria sentida naquela noite após o show e de toda a tristeza e a raiva que viriam no dia seguinte, quando leu a carta de Tuomas e se deu conta de que estava fora da banda. Segundo ela, foram ditas coisas mesquinhas a seu respeito na carta e que não se reconhece no que estava descrito na mesma. Nem imaginava que essa era a imagem que os demais membros do Nightwish faziam dela. Também disse estar indignada com o fato de seu marido ter sido envolvido na confusão e com a maneira como Tuomas levou a “roupa suja” da banda ao público.
 
“Eu preciso colocar meus sentimentos em ordem e prometo que voltarei a público em breve. Anunciarei uma coletiva de imprensa na qual falarei de meus planos para o futuro. Isso não significa que vocês podem esperar que esse encontro seja um instrumento para atacar qualquer pessoa. Não será. A maravilhosa música que criamos juntos não será danificada pelos eventos recentes”.
Palavras de Tarja, na época do acontecido.
Em entrevista à agência de notícias finlandesa STT, Tuomas disse:
“Eu sei que a saída de Tarja é um choque para muitos dos fãs do Nightwish. É claro que é. Eu mesmo estou triste e desapontado. Eu não odeio Tarja. Tentei colocar o máximo possível de fatos na carta, para que as pessoas pudessem perceber que todos têm um papel a desempenhar na banda, não apenas Tarja." 
Carta de demissão entregue a Tarja depois do show em Helsinque em 21/10/2005.
"Querida Tarja, Chegou a hora de escolher se a história do Nightwish acaba aqui ou se ela ainda continuará por um tempo indeterminado. Nós estivemos trabalhando nesta criação por 9 anos e ainda não estamos prontos para desistir. O Nightwish é um estilo de vida, algo para se viver, e nós, certamente, não podemos o deixar. Igualmente certo é o fato de que nós não podemos continuar ao lado de você e do Marcelo. Durante o último ano algo triste aconteceu, algo que permaneceu na minha cabeça cada dia, manhã e noite. Sua atitude e comportamento não acompanham mais o Nightwish. Há características que eu nunca acreditaria ver em minha velha amiga. Pessoas que não se falam por um ano não pertencem a mesma banda. Nós estamos envolvidos em uma indústria onde o lado comercial das coisas é um mal necessário e é uma coisa a que se deve preocupar-se toda hora. Somos também uma banda que sempre fez música do coração, pela amizade e pela música em si. A satisfação mental sempre deve ser mais importante do que o dinheiro! O Nightwish é uma banda, é uma emoção. Para você, infelizmente, negócios, dinheiro e coisas que nada tem a ver com essas emoções, se tornaram muito mais importantes. Você acha que sacrificou a si mesma e a sua carreira musical pelo Nightwish, ao invés de pensar no que ele deu a você. Esta atitude foi claramente mostrada a mim nas duas coisas que você me disse no avião para Toronto: "Eu não preciso mais do Nightwish" e "Lembre-se, Tuomas, que eu poderia deixar esta banda a qualquer momento, te comunicando apenas um dia antes". Eu não posso mais simplesmente escrever mais músicas pra você cantar. Você mesma disse que você é meramente uma "convidada musical" no Nightwish. Agora esta visita acaba e nós iremos continuar o Nightwish com uma nova vocalista. Temos certeza que é um grande alívio tanto para você quanto para nós. Nós nos sentimos mal por tempo suficiente. Você nos disse que não importava o que acontecesse, o próximo álbum do Nightwish seria o último. No entanto, o resto de nós quer seguir em frente enquanto o fogo continuar queimando. Então, também não há razão para fazer o próximo álbum contigo. Nós quatros discutimos esta situação incontáveis vezes e chegamos à conclusão que isto é o que queremos fazer nas nossas vidas. É tudo o que podemos fazer. Em dezembro de 2005, na Alemanha, você disse que você nunca mais iria fazer turnês por mais de duas semanas. Você também disse que podíamos esquecer dos Estados Unidos e da Austrália, porque os pagamentos e os locais de show eram muito pequenos. Em entrevistas eu mencionei que se Tarja saísse, haveria de ser o fim da banda. Eu entendo que as pessoas irão pensar desta maneira. O Nightwish é, porém, uma vista da minha alma, e eu não estou pronto para largá-lo por causa de uma pessoa. Uma pessoa que quer concentrar sua criatividade em outro lugar, uma pessoa que tem valores que não são compatíveis com os meus. Nós nunca nos preocupamos com o fato de você não participar da composição e dos arranjos das músicas, em 9 anos você nunca veio ensaiar conosco antes de entrarmos em estúdio. Não é pelo fato de que durante as turnês você sempre queria viajar separadamente de nós, ao lado de seu marido. Não é pelo fato de que você é reconhecidamente a imagem da banda. Nós aceitamos e nos sentíamos bem com tudo, exceto a ambição, subestimando os fãs e quebrando promessas. Fizemos um acordo entre nós cinco, que o Nightwish seria a prioridade em tudo o que fizéssemos durante 2004 e 2005. Mas, mesmo assim, tantas outras coisas eram importantes para você. O exemplo fundamental foi no show em Oslo, o qual você queria cancelar porque você queria ensaiar para seus concertos solos, encontrar amigos e assistir filmes. Estas foram as palavras que Marcelo usou em um e-mail explicando o porquê de seu pedido de cancelamento. Este foi só um exemplo dentre tantos. Eu não poderia pensar em um jeito pior de ser egoísta e de dispensar nossos fãs. Nightwish é um jeito de vida e um trabalho com muitas obrigações. Para um com o  outro e para com os fãs. Com você, nós não podemos mais cuidar destas responsabilidades. Interiormente, nós não sabemos quem de nós conduziu a este ponto. De alguma forma, Marcelo transformou você de uma garota amável a uma diva, que não pensa ou age da maneira que costumava fazer. Você está certa demais de ser insubstituível e do seu status. É óbvio que você culpa o seu stress e sofrimento em nós quatro. E você acha que nós não respeitamos ou escutamos você. Acredite; nós sempre tivemos o mais alto respeito em relação à maravilhosa vocalista quanto à amiga que você é. E muitas vezes, durante os últimos dois anos, os planos foram feitos somente de acordo com as suas decisões. Você sempre foi a única que queria mais dinheiro dos shows. Esta atitude de "compensação e mais dinheiro de tudo" é do que nós mais estamos desapontados! Nós desejamos de que de agora em diante você possa escutar o seu coração ao invés do Marcelo. Diferenças culturais combinados com ambição, oportunismo e amor foram uma combinação perigosa. Não se enfraqueça. Esta decisão não é algo do qual nós estamos especialmente orgulhosos, mas você não nos deu outra opção. A lacuna entre nós é muito grande. E a decisão foi feita por nós quatro em unanimidade. Nós estamos além do ponto em que as coisas podem ser resolvidas através de conversa. Todo o melhor para a sua vida e carreira."
Tuomas, Emppu, Jukka e Marco.
 
Carta de Tarja Turunen dirigida aos fãs:
"Desde a última manhã de domingo, me pediram para expressar minha posição para revistas, jornais, rádio e TV, fãs-clube e para fãs da Finlândia e de todo o mundo. Tantos pedidos que é fisicamente impossível para eu conseguir encontrar tempo para responder a todos individualmente. Portanto eu decidi escrever algumas palavras neste texto para deixar os meus fãs, família, amigos e o público saberem como estou me sentindo depois dos eventos recentes. Este é um momento de tristeza e sofrimento, e muito difícil para eu falar. No momento, eu estou na Argentina. Eu espero que vocês possam entender que depois deste choque de mudança de vida, que pode ser comparado a um divórcio, eu não queria ficar sozinha em minha casa na Finlândia. Meu marido reservou passagens para a Argentina há uns meses atrás e eu decidi viajar com ele no último instante. Mas o fato de eu estar na Argentina e da longa distância, é claro, não deve ser uma desculpa para não comentar a situação. A última sexta-feira, 21 de outubro, era o dia em que a banda toda estava esperando por um longo tempo. O ensaio começou bem cedo na manhã. Eu estava muito doente e nervosa pelo o fato de eu não conseguir nem cantar durante os ensaios. Também estava nervosa porque a duração do concerto iria ser mais longa do que usual em um concerto do Nightwish. E, além disto, nós teríamos um convidado especial para se apresentar conosco, mais trocas de roupa para mim do que o comum e pela primeira vez telões e uma grande produção no palco. Sem falar que o concerto seria gravado e filmado. Nós finalmente iríamos tocar em Hartwall Arena. Apesar de que todos nós já sabíamos que o concerto estava esgotado, finalmente no palco, nós vimos todos os gritos, aplausos e todos os assentos lotados. A sensação era inacreditável. Eu nunca esquecerei o quão incrível foi vivenciar a grandiosa recepção da audiência finlandesa. Quando o concerto havia terminado, eu chorei de felicidade no palco. Lágrimas de felicidade, pois eu consegui dar o melhor de mim, como sempre, apesar de eu estar doente. Lágrimas de felicidades, pois nossa longa turnê havia tido o melhor final possível e lágrimas de felicidade, por causa do maior reconhecimento que um artista pode ganhar: aplausos e sorrisos. No momento eu não sabia que eu logo iria chorar novamente. Depois do concerto, os rapazes da banda me convidaram para se juntar a eles atrás dos bastidores e me pediram para dar um abraço todos juntos. Isto pareceu estranho já que era o mesmo tipo de abraço que nós dávamos após cada concerto. Esta tradição continuou conosco, mesmo apesar da tensão e da pressão crescente que já existiam desde um longo período de tempo. A minha vontade imediata era agradecer a eles, o que eu fiz, em voz alta, mas sem nenhum retorno. Depois disto, eles me entregaram uma carta e me pediram para ler no dia seguinte. A mesma carta que agora foi pública. Eu a li e eu fiquei chocada. Eu não sabia o que dizer, e ainda, neste momento em que escrevo estas linhas, não sei. Eu percebi uma grande raiva na carta e os meus sentimentos continuam confusos sobre ela, porém, eu não quero responder a esta raiva com uma raiva ainda maior. Assuntos privados nunca devem ser levados ao público. Sei que este momento que nós estamos passando é muito triste para todos, incluindo os rapazes. Enquanto haveria tantas possibilidades diferentes e maneiras de expressar o que eles queriam me dizer com a carta, eu continuo incapaz de entender a maneira que eles escolheram de lidar com isto. Eu sinto muito que os rapazes me entenderam errado. Eu não me reconheço de nenhuma maneira do jeito que eles me descreveram. Eles mencionaram coisas más sobre mim, mas o fato de eles terem envolvido Marcelo, meu marido, ultrapassou a linha. Ele é o homem que eu amo, meu amigo e tem sido o meu maior suporte nestes últimos anos. Nós fomos colegas de banda por 9 anos, vivenciamos bons tempos e outros nem tanto. Eu pensei que conhecia eles, mas eu estava errada. É claro que eu sabia que desde o momento em que eu comecei a relação com o meu marido, que o resto da banda não o aceitou. Era visível pelos seus comentários e comportamento. Qual foi o motivo? Por que ele nasceu na América do Sul? Por que eu escolhi casar e não ficar como a garota deles? Por que eu sou a única mulher na banda e nenhum dos outros nunca me levou a sério? Meu marido foi o único que me ajudou a ter minha própria voz. Mas ainda, tudo o que aconteceu não foi o suficiente para que os visse com maldade. Agora chegou a hora de se acalmar e refletir sobre tudo isto. Eu preciso colocar os meus sentimentos em ordem e prometo que voltarei a público em breve. Irei anunciar uma conferência de imprensa, onde estarei falando sobre meus futuros planos. Isto não significa que vocês devem esperar que esta conferência seja um instrumento para atacar alguém. Não será. A música maravilhosa que criamos juntos não será trocada pelos recentes eventos. Muito obrigado à todas as pessoas que me apoiaram durante estes tempos ruins. Minha família, amigos, colegas e o grande número de fãs. Eu amo vocês e eu realmente acho que não falhei com vocês."
 Tarja
  
    
Continua no próximo post!
By Selene 
Bibliografia:
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tarja Turunen - Antes, Durante e Depois do Nightwish! Parte 1



Esta matéria está dividida em três partes para maior organização dos fatos!


Tarja Soile Susanna Turunen Cabuli, mais conhecida como Tarja Turunen, é uma cantora finlandesa, que ficou mundialmente conhecida por ser a  vocalista da banda de Metal Sinfônico Nightwish e por sua extensão vocal.

Antes...


Nascida em 17 de agosto de 1977 no pequeno vilarejo de Puhos, em Kitee (Finlândia). Essa leonina é a única menina de três irmãos.

Desde muito cedo apresentava interesse pela música. Sua mãe foi a primeira a notar isso, quando em uma festa de família a garotinha de apenas três anos, mostrou sua voz, com a canção "Enkeli Taivaan" (Anjo do Céu).

Mais tarde sua mãe decidiu colocá-la no coral da paróquia que frequentavam, onde Tarja poderia frequentar aulas regularmente em um grupo infantil. 

Aos seis anos Tarja já praticava aulas de piano, o professor morava longe de sua casa, mas ela tinha total apoio de seus pais, que faziam questão que ela não faltasse às aulas.





No primário, Tarja era costumeiramente convidada a cantar em pequenas festas escolares.
Chegou a sofrer bullying por parte das meninas de sua escola, por sempre tirar notas altas nos testes e ser uma das alunas preferidas dos professores.
Com isso ela se tornou uma criança mais introvertida, tímida e a maioria de seus amigos eram garotos, os quais guardavam por ela admiração e tratavam-a com respeito.


Seus grandes ídolos na infância foram cantores de Soul Music, como Whitney Houston e Aretha Franklin.
Acreditavam que ela seguiria o mesmo estilo das cantoras citadas acima, mas Tarja se mudou para Savonlinna, onde passou a ter aulas de canto lírico, gênero que passou a se dedicar cada vez mais.   
Aos dezoito anos mudou-se novamente, agora para a cidade de Kuopio onde ingressou na Academia Sibelius de Artes. Lá ela pôde desenvolver realmente seus dotes musicais, aperfeiçoando-se no canto lírico e em Música de Câmara.









Essa matéria continua no próximo post!


By Selene


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segunda-feira, 18 de julho de 2011

O preconceito por trás do metal

Não sei o que ocorre, mas é fato que pra quem não conhece NEM UM PINGO do mundo do metal, ao se deparar com alguém que diz curtir/viver/respirar o gênero, logo passa pela cabeça do desinformado que o cara é drogado, anti-social, que gosta de brigar, de destruir propriedade alheia, de desrespeitar regras e tudo mais. E dos anos em que estou nesse “meio”, posso afirmar que não encontrei em nenhum dos “estilos de vida” em que já me aproximei, algo pelo menos PARECIDO com o que temos no mundo do metal.

Pra começar, a união. Um metaleiro (banger, headbanger, rockeiro ou como preferir chamar), nunca deixa outro na mão. Nunca prejudica o outro sem motivo. Não compra CD pirata das suas bandas favoritas... Aliás, como todos sabemos que não dá pra fugir, a internet está aí e poderíamos ter todas as músicas de graça, mas não, podemos até baixa-las pra conhecer o som da banda enquanto ainda não temos a oportunidade de ter o CD em mãos, mas ASSIM QUE POSSÍVEL, mesmo já tendo as músicas todas, compramos os CDs, entramos em contato com a banda pra lhe parabenizar, pesquisamos sobre os integrantes, nos importamos com a vida dos mesmos, vamos a shows assisti-los, e nesses shows ao contrário do que todos pensam, são os lugares mais civilizados em que já estive tendo tanta gente por perto. Brigas, drogas, etc? Pode ATÉ acontecer, como acontece em QUALQUER lugar, com QUALQUER tipo de público. Mas em menor escala. Já vi muito de duas pessoas brigarem, e 20 minutos depois estarem tomando cervejas juntos, após reconhecerem os motivos tolos que os levaram aquilo, e relevarem-nos. E num “show” de pagode, sertanejo ou afins? Sai facada, sai tiro, e dali é no mínimo um pra delegacia e outro para o hospital ou coisa pior, e ainda vêm me dizer dos “metaleiros”?! Em todos os shows grandes onde estive pra assistir bandas de metal, seja com público de 50 mil ou mais pessoas, NUNCA vi uma briga, nada! Mas quem vê de fora acha que somos todos contra a ordem social e etc.
Vou lhes dizer um pouco sobre mim, e que sei que se aplica a várias pessoas que conheço, algumas até que não admitiriam parte disso por terem vergonha ou sei lá o quê, achando que isso é ser “poser” (definição para um “falso metaleiro” por exemplo) ou qualquer coisa do tipo, mas eu posso garantir que isso se aplica à maioria:
Sou uma pessoa que faz o possível pra ajudar as pessoas ao redor (não, não só os metaleiros não), me importo e me preocupo com o próximo, sou trabalhador, chego a trabalhar até 20 horas por dia (isso quando não virei 2 ou 3 dias seguidos trabalhando), tenho respeito pelas leis (apesar de algumas causarem total indignação mesmo por serem totalmente desconexas da realidade, com a diferença de que tentamos expressar mais essa indignação ao invés de apenas aceita-la como faz a maioria que se submete a esse “desgoverno” que anda reinando no mundo todo e em nosso país principalmente). Eu tenho mulher (só uma), a respeito, sou fiel, a amo. Eu estudei, vivo estudando e aprendendo cada vez mais. Tenho amigos, MUITOS! Boa parte deles com o mesmo gosto musical que o meu sim, afinal por onde andamos fazemos muitos amigos, e amigos esses que na verdade são mais que irmãos! Todos também trabalham, estudam/estudaram, são gente honesta e de bem como eu.

A diferença do metaleiro, é que ele expressa suas emoções e sentimentos através da revolta com a política, com a poluição, com a pedofilia, com as guerras... Verifiquem as letras das músicas pra entendê-las melhor e saber do que estou falando, em grande parte, é disso o que trata o metal: A verdade! A realidade em que vivemos mas que a maioria não enxerga graças às mídias comprada como a televisão e os jornais. E como “nós” somos os “inimigos” disso, por isso somos tão denegridos pela mídia. A televisão mostra nosso mundo como sendo sujo, desregrado, sem conexões, sem sentimentos, sem nada do que realmente somos!
Sofremos pra conseguir realizar eventos, manter meios de comunicação através do rádio e televisão, pra mostrar que o metal vai muito mais além! Geralmente é muito difícil conseguirmos apoio do governo (seja ele municipal, estadual ou federal), de empresas, ninguém que atrelar muito seu nome ao metal como se isso fosse estragar o mesmo... E com isso, vemos muita gente esforçada, tendo que dar o sangue pra mostrar pro mundo como é o “nosso” mundo! Gastamos dinheiro que não podemos, tempo que não temos, para podermos fazer o metal continuar vivo! Eu sou apenas um “coadjuvante” do meio, mas também colaborador o quanto posso! Vejo as dificuldades que passam amigos que comandam programas de rádio, que organizam shows, que escrevem músicas, que escrevem matérias, que possuem bandas e o como sofrem pra realizarem seus shows, gravarem seus CDs... E se com esse sofrimento todo eles continuam lá, é porque o fazem com AMOR! Sim,  metaleiro também ama! Metaleiro também tem objetivos e corre atrás deles, e eu, tento colaborar com o objetivo de todos do “meio” no que posso, pois foi graças ao metal que hoje tenho uma carreira profissional (graças a um dia quando moleque ter desejado comprar minha primeira guitarra e pra isso precisava de dinheiro, procurei um emprego e comecei numa escola de informática, 12 anos atrás, mas isso é história pra outro capítulo, só quero dizer que graças a isso hoje tenho no curriculum o nome de diversas grandes empresas e responsabilidades que tive graças ao sonho de ter minha guitarra pra tentar ser como meus ídolos). Foi graças ao metal que conheci tanta gente que hoje faz parte da minha vida, pessoas as quais eu não consigo imaginar agora minha vida sem elas. Foi graças ao metal que fui a cidades que nunca teria ido pra ver shows, fui a diversos bares, estádios, galpões, terrenos baldios, qualquer "buraco” onde coubesse um equipamento de som pra nos reunirmos em prol do som que nos faz por alguns instantes imaginarmos um mundo sem problemas, onde todo mundo é amigo e quer o bem um dos outros. E cada lugar é um melhor que o outro, graças ao povo que lá encontramos.
Sertanejo por exemplo, meu pai sempre ouviu e eu cresci ouvindo, conheço tudo o que puderem imaginar sobre e acreditem, quando pequeno eu não suportava mesmo só conhecendo isso! Não gostava de música, pois achava que música era só aquilo... Até que um dia ouvi Pink Floyd e comecei a mudar de opinião sobre música, e pedi para meu tio gravar numa fita K7 (lembram disso ainda?!) uma parte do disco “The Wall”. Pouco depois conheci Beatles e Queen... Após isso conheci logo Iron Maiden, Van Halen e Kiss, e aí não teve mais volta! Portanto não é preconceito, é do sangue! Fui o primeiro na família a pender pra esse lado, não tive influência de ninguém nela, nem de amigos nem nada, pelo contrário, influenciei meu primo e alguns amigos após eu conhecer  por conta própria o que veio a ser a primeira paixão da minha vida! Demorei muito infelizmente pra conhecer o metal, mas foi quando o conheci que descobri o que queria pra minha vida! Tem gente que fala mal do que não conhece, mas como disse anteriormente, falo com muita experiência sobre o assunto. E passei até mesmo a respeitar mais o verdadeiro sertanejo, ouvir no sentido da música e seu significado e não do estilo que realmente não me agrada nem um pouco. Existem letras lindas, e até violeiros que faziam grandes obras com seus instrumentos, ao contrário de hoje com essas duplas que aparecem e somem graças às suas musiquinhas comerciais mas que passam na televisão, são apadrinhados, e se passa na TV, o povo brasileiro acha que é bom! Mas quantas duplas já não pegaram músicas feitas por bandas de rock/metal e transformaram-nas em versões próprias? Geralmente com traduções até mesmo ridículas para que pudessem rimar e tudo mais... E se fazem isso, é porque admitem que temos músicas boas o bastante pra agradar até mesmo o público deles.. E muitos desse público não fazem idéia de onde elas vieram, dão o mérito todo para seus “ídolos” e falam mal do nosso estilo... E isso não é só com o sertanejo não, tá?! Foi só UM exemplo... Até mesmo rola há um tempo o assunto do plágio de uma banda de axé com uma renomada banda do metal brasileiro... O cara disse ter ouvido uma pessoa tocando o riff e gostou, e passou a usá-lo na música do grupo. Portanto, por que nós atraímos as pessoas mesmo de fora do nosso estilo, por mais que não queiram admitir isso? No metal, quem toca, na maioria das vezes estudou MUITO sobre música e/ou seu instrumento e por muitos anos pra fazer aquilo (alguns nascem com o dom mesmo e isso não tem estudo que substitua)... Para os demais, é mais fácil simplesmente copiar...
Sonho com o dia em que seremos tratados como pessoas e não como animais... Teremos os devidos créditos e méritos aos feitos de bem, e que parassem de nos taxarem das mais diversas e pejorativas coisas possíveis. Com o dia em que teremos espaço pra divulgar nosso modo de vida, nossas músicas, teremos mais apoio para realizarmos eventos, mantermos bandas, etc. Mostrarmos que nossas músicas e afins também são cultura e merecem espaço tanto quanto qualquer outro gênero! Nesse dia, eu estarei totalmente realizado... Até lá, é batalhar e curtir da melhor maneira possível a verdadeira essência do metal: A liberdade, a diversão e o companheirismo!

E acho que é hora de parar de escrever. Adoro, quando começo não páro mais, e sei que nem todo mundo tem tempo ou paciência para ler textos muito grandes, portanto melhor parar por aqui. Agradeço a oportunidade e SE houver outra, não hesitarei em escrever novamente!

Um grande abraço aos irmãos do metal,
Rafael – The Killer (que escreveu esse texto ao som de Rebellion, Wolf e Dimmu Borgir)