domingo, 30 de outubro de 2011

Red Front




A internet, mais especificamente as redes sociais,
possibilitaram que 5 caras insatisfeitos com suas bandas cover
se encontrassem por meio de anúncios e
daí em diante construíssem uma banda autoral,
digna de representar o underground nacional atual.

O nome de todo esse poderio? 
RED FRONT



"Memories of War" (o primeiro álbum), que logo de início já foi muito bem aceito por fãs e mídia especializada, foi gravado no decorrer do ano de 2009 e lançado em Novembro de 2010. Produzido pela própria banda e teve seu retoque final nos estúdios Mr. Som. São 11 faixas de um Thrash/Death poderoso, todas as composições estão acima da média.
É daqueles álbuns que não se consegue pular nenhuma faixa, nem mesmo a Intro.
Um dos destaques do disco, a faixa "Circle of Hate" conta com a participação dos músicos Marcello Pompeu, Antônio Araújo e Heros Trench, do Korzus.
Confira abaixo o vídeo clip: 



Formação atual: 

Léo - vocal
Oscar - guitarra
Marcelo - guitarra
Marq - baixo
Daniel - bateria 



Uma banda tão potente como essa, possui outras armas além de suas músicas para conquistar território.
A partir do momento que se sabe de todo o aparato disponível em shows, você já não se contenta em só ouvir Red Front, você quer é ver o Red Front.
Como imagens valem mais do que mil palavras...


Léo e Daniel com as famosas gelatinas RED FRONT feitas de cachaça que são distribuídas gratuitamente ao público!

Destruição do boneco emo em shows
Uma dica: procurem os vídeos "perdidos" da banda no Youtube.


A interação com os fãs é muito intensa em qualquer rede social, prepare-se para dar boas risadas com esses caras:



Há quem possa torcer o nariz para esse jeito mais descarado de ser dos integrantes, mas duvido (e muito) que alguém consiga botar algum defeito nas composições da banda!

O álbum "Memories Of War", camiseta da banda, entre outros itens podem ser adquiridos no site oficial da banda por um preço bem camarada e aproveitem que a demo é gratuita.


Pensam que tudo já foi dito? Há muito mais coisas para se descobrir no Red Front. Mas, isso eu deixo para descobrirem sozinhos...


By Harumi




terça-feira, 25 de outubro de 2011

Resenha: "Takasago Army" - Chthonic


A banda Chthonic já foi apresentada aqui no Blog e agora retorna com esta resenha do tão aguardado álbum "Takasago Army". Esta matéria também foi publicada no site Whiplash e concedida pelo próprio autor Felipe Hansëll.  


Faixa 01: O tão aguardado pelos fãs, Takasago Army, tem como primeira faixa a envolvente "The Island" que soa como um poema épico do oriente. Uma apresentação em clima de trilha sonora que traz consigo a bandeira dos heróis taiwaneses.
Faixa 02: Aumente o som, pois "Legacy Of The Seediq" é um soco na boca do estômago. O clima é de guerra. Os riffs de guitarra de "Jesse Liu" e a bateria de "Dani Wang" te colocam m um canto e ficam batendo durante um bom tempo em seus ouvidos com pegadas ritmicas muito interessantes. O paradoxo gutural de "Freddy Lim" consegue ser bruto para todos os lados ao mesmo tempo que é melódico. Os instrumentos orientais de corda como o "Koto" aparecem com uma certa frequência sempre em um ponto estratégico e muito coeso. Há aqui uma boa sensação de que esse pode ser um grande álbum. Uma música de estrutura muito simples com um refrão complexo e quebrado. Com certeza vai funcionar muito bem ao vivo.
Faixa 03: Se a primeira faixa trazia um clima do oriente, a terceira faixa "Takao" é praticamente um hino taiwanês. Uma música muito diferente de tudo o que o Chthonic produziu durante toda a sua carreira e com um refrão em "chinês arcaico" muito simpático para você cantar com toda a sua família. Os instrumentos orientais continuam aparecendo e, dessa vez, temos a presença da marca registrada do vocalista que toca o violino de duas cordas (hena). Com certeza será a música mais famosa da banda nos próximos anos. Conceitualmente essa música representa a ida dos taiwaneses para lutar no exército japonês na segunda guerra mundial. O heroísmo e o patriotismo estão em alta nesta faixa.
Faixa 04: "Oceanquake" é a prova de que o Chthonic é uma banda capaz de "agitar o Pacífico" (perdoem-me o trocadilho). Em um exemplo de ousadia e criatividade, a música começa pela bateria e logo se apresenta um dueto muito interessante de guitarra rítmica e violino (hena). Sem perder a energia, a música tem várias mudanças muito coerentes chegando a apresentar trechos muito mais melódicos que o comum e em seguida a mesma pegada de peso da segunda faixa "Legacy Of The Seediq". Sem dúvidas uma produção muito moderna de metal extremo com um solo de guitarra redondinho no final e a repetição do dueto entre violino (hena) e guitarra. Tenho certeza de que eles devem estar orgulhosos de ter composto uma música como essa. Estamos na quarta faixa e já sabemos que esse é o melhor do Chthonic.
Faixa 05: Apesar da flauta indígena no começo, "Southern Cross" se apresena como uma típica música de guitarrista. "Jesse Liu" assumiu o controle e fez "Dani Wang" correr bastante com a bateria para acompanhar o seu ritmo alucinante de cavalgadas. Se tem algo muito característico desse guitarrista é mudar constantemente os riffs e deixá-los complexos ao mesmo tempo que são rápidos. E como não poderia faltar, ao final da música temos um solo de guitarra magnífico. Um dos solos mais bonitos de "Jesse Liu" desde "Quasi Putrefaction" do antigo album "Chthonic - Seediq Bale". Nota dez para o bom gosto e feeling do guitarrista e para a banda como um todo.
Faixa 06: Sem perder o fôlego nem a força, o Chthonic avança para mais uma música bruta. Ouvir "Kaoru" é como participar de um tiroteio. É uma música muito tensa e há um sentimento de luta e derrota predominante na música inteira. Talvez uma das mais pesadas do grupo até hoje. A bateria de "Dani Wang", durante várias vezes no meio da música, passa a impressão de soar como uma arma, uma metralhadora dando tiros como se tudo na banda tivesse realmente aderido ao conceito da guerra. Além de um bom peso e poucas passagens melódicas, na reta final da música, um solo vocal aborígene capaz de levar muito marmanjo às lágrimas surge como se fosse poesia em meio a derrota. Você pode não fazer ideia do que a voz feminina diz, mas o significado de perda e melancolia é inevitável.
Faixa 07: Em "Broken Jade" até as guitarras choram. Depois de 5 faixas pesadas, o Chthonic ainda tem força sobrando para nos apresentar mais uma música incrível. Após ouvir "Kaoru" seus ouvidos clamam por "Broken Jade" que surge muito melódica no começo, mas logo você percebe que a guerra não acabou. É interessante notar que essa música tem um ritmo quebrado que passa de 4 por 4 para 6 por 8 dando uma dinâmica diferente sem soar muito progressivo. Em alguns momentos não parece metal extremo. Após um lindo solo de violino, a guitarra e a bateria comendo solta, eles nos presenteiam mais uma vez neste álbum de infindável surpresas: Ao final, enquanto Freddy grita no refrão: "Leve minha alma pelos ventos do Oceano, pois meu corpo eu deixo para a minha ilha mãe (Taiwan)", há uma voz de um locutor de rádio no fundo anunciando a derrota dos japoneses na segunda guerra mundial. O patriotismo assume proporções muito heróicas. Definitivamente um épico. A banda inteira continua impecável até a sétima música.
Faixa 08: Uma pessoa normal não aguentaria mais uma música de carga emocional tão forte. Depois de ouvir "Kaoru" e "Broken Jade" na sequência, nossos ouvidos precisam de uma folga. "Root Regeneration" é tudo o que precisamos. Uma música instrumental com barulhos de água, folhas, ar e todo um ambiente indígena ao meio da mata com uma flauta e uma reza aborígene. Essa música se apresenta como um descanso mental, uma meditação, algo da filosofia cultural dos nativos da ilha (Taiwan).
Faixa 09: Agora que você está regenerado, não vá pensar que a guerra acabou. Chthonic apresenta "Mahakala" como a nona faixa e te enche de porradas mais uma vez. A energia e a força deles nesse álbum parecem infindáveis. Depois de um grande conceito trabalhado nas 8 primeiras faixas, "Mahakala" teria tudo para ser uma música mais fraca, afinal é muito difícil manter um ritmo forte no álbum inteiro... Entretanto isso não aconteceu. Eles conseguiram apresentar mais uma música diferente, com outra estrutura, dessa vez com dois solos de guitarra com um deles, o mais melódico, fazendo dueto oitavado com o violino (hena). Depois de uma pancadaria sem tamanho, a música termina melancólica com o vocal de Freddy lamentando profundamente em seus guturais acompanhado do inseparável violino. Uma música que te prepara para a reta final.
Faixa 10: Todos os fãs de Chthonic já sabiam que este era o melhor álbum e que até então eles tinham apresentado 9 faixas impecáveis, mas a força do conceito de Takasago Army não acabou. Ao início de "Quell The Souls In Sing Ling Temple", se você ouviu o álbum na íntegra, você se sentirá um guerrilheiro cansado, afinal, depois de travar várias batalhas em diferentes músicas com uma carga de peso tanto técnico quanto emocional, o álbum já deve ter te comovido ao ponto de te deixar abatido. Mas não desista agora! Logo no começo você receberá mais golpes no ouvido de um guitarrista e de um baterista que não cansam. Eles mantém o ritmo frenético até o último segundo. Entretanto, tradicionalmente, o Chthonic sempre foi bom em Grand Finales. A última música se mostra como uma das mais completas do álbum. Exatamente na metade da música, existe uma pausa instrumental bastante oriental e logo após, o álbum inteiro muda de face. A bateria se empolga e repentinamente temos uma banda de heavy metal melódico com um vocal gutural. O sentimento de satisfação é soberano porque você percebe que mesmo depois de tantos golpes, tantas perdas no meio do caminho, tantas derrotas, ainda existem forças para lutar, para se manter de pé, mesmo que de frente com a morte. A segunda parte da música é daquelas que você vai ficar voltando a música para ouvir várias vezes, pois cada vez que se ouve haverá uma visão diferente. A última faixa é a certeza de que ninguém é capaz de derrotar o senso de independência que os taiwaneses possuem e que se for preciso eles entrarão em guerra por toda a eternidade, porque eles têm força e peso o suficiente para isso.


O álbum além de dar uma lição de história, contanto fatos verídicos, dá uma lição de patriotismo e mostra que a independência no Taiwan não é um tratado ou simplesmente um feriado, é um conceito cultural de uma civilização que sempre lutou por isso e sofreu uma série de abusos.
Ao final, surpreso e emocionado, tive somente a opção de dar a nota 10. Um álbum excelente, criativo, minucioso, cheio de detalhes conceituais, mas sobretudo verdadeiro. Destaque para a evolução da banda como um todo, inclusive para a baixista "Doris Yeh", que mesmo dividindo espaço com a poderosa bateria de "Dani Wang" e a brutal guitarra de sete cordas de "Jesse Liu", conseguiu fazer sua presença valer à pena em vários pontos do álbum. Com certeza um dos melhores lançamentos do ano dentro do estilo.
Felipe Hansëll

Fonte desta matéria: chthonicbrasil

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cliff Burton


Filho de dois hippies (Jan e Ray Burton), Clifford Lee Burton nasceu em 10 de fevereiro de 1962, na cidade de Castro Valley (Califórnia - Eua).
Começou na música por influência do pai. Durante a infância fez aulas de piano clássico, sendo a música clássica uma grande influência para Cliff por toda sua carreira, teve também influências de Jazz e finalmente começou a se interessar por Heavy Metal aos 13 anos, quando começou a tocar baixo.


Em 1980 foi estudar no Chabot Junior College, uma faculdade de música no noroeste da Califórnia, onde estudou com Jim Martin, (ex guitarrista do Faith no More). Eles tocaram juntos na banda Agents of Misfortune, e nessa época foram compostas algumas partes das músicas Anesthesia (Pulling Teeth) e For Whon the bells Toys.


Cliff tocando com o Agents of Misfortune

Em 1982 entrou para a banda Trauma e foi em uma das apresentações da banda que James e Lars o viram tocar pela primeira vez... Imediatamente foram atrás dele para tentar convence-lo a entrar para o Metallica.



 Cliff tocando no trauma

Na época a banda estava a procura de um novo baixista pois Dave Mustaine havia brigado com o baixista Ron McGovney. Coincidentemente Cliff estava descontente com o Trauma, pois achava que eles estavam se tornando "comerciais demais" (imagino o que ele diria se visse algumas obras de gosto duvidoso que o Metallica lançou alguns anos depois de sua morte).


Cliff queria entrar no Metallica, mas nem cogitava a ideia de se mudar de sua casa em São Francisco para ir para Los Angeles. A vontade de ter Cliff na banda era tamanha que o Metallica acabou se mudando para São Francisco.


Antes de sua entrada, a banda havia gravado apenas uma demo ( No Life 'Til Leather) e assim que ele entrou foi gravada a demo Megaforce, que logo chamou a atenção da gravadora Universal, pela qual foi lançado o primeiro álbum "Kill 'Em All" em 1983, que contava com a faixa Anesthesia (Pulling Teeth).


No álbum seguinte "Hit the Lights" Cliff contribui mais com as composições, sendo creditado em todas as faixas do álbum, com destaque para sua performance em For Whom the Bells Tolls.


O terceiro álbum do Metallica "Master of Puppets" foi o auge do sucesso da banda, e eles atrairam a atenção de uma gravadora maior, a Elektra Records. Neste álbum estão presentes as músicas Master Of Puppets (música da banda que ele mais gostava) e Orion (totalmente composta por ele.)
 Para Cliff o dinheiro ganho com a banda era apenas uma maneira de tornar as turnês mais fáceis e confortáveis... Era uma garantia de que ele poderia continuar sendo ele mesmo sem preocupações...




Em sua última entrevista quando perguntado se a banda estava ganhando dinheiro com as vendas, ele respondeu:


" Sim, nós ganhamos (risos). Nós temos um bocado de dinheiro a mais no bolso agora, e estamos esperando mais vendagens do último álbum. Nós sobrevivemos. Fazer turnês é mais gostoso agora que temos um novo ônibus e materiais melhores".


Ainda nessa entrevista, que ocorreu 14 horas antes do acidente com o (maldito) ônibus citado acima, Cliff foi perguntado sobre o futuro da banda: "Nós temos muitas coisas para fazer ainda, pode ter certeza. Mas você não deve pensar assim, no que se espera, apenas se vai indo como um louco e quando acabar se olha para trás, senão você fica muito confuso."


Infelizmente os planos de Cliff foram interrompidos por um trágico acidente com o ônibus de viagem da banda, na Suécia, durante a turnê Damage Inc. Cliff dormia na beliche do ônibus, quando este derrapou e ele foi jogado para fora do ônibus que acabou tombando por cima dele.


As cinzas de Cliff foram espalhadas em Maxweel Ranch, durante a cerimônia a banda tocou Orion, que Cliff não chegou a tocar ao vivo.


A banda cogitou a idéia de parar naquela época, porém eles decidiram seguir em frente pois acreditavam que era isso que Cliff gostaria que eles fizessem . No entanto, sem Cliff, o Metallica nunca mais foi o mesmo. A personalidade dele era única e forte demais para ser substituída por quem quer que fosse.


O próximo CD do Metallica, ...And Justice for All traz a última composição de Cliff para a banda, na faixa To love is to Die, cuja letra também é dele.




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To Love is to die

When a man lies he murders
Some part of the world
These are the pale deaths which
Men miscall their lives
All this I cannot bear
To witness any longer
Cannot the kingdom of salvation
Take me home




Viver é Morrer

Quando um homem mente ele mata
Alguma parte do mundo
Estas são as pálidas mortes com que
Homens desperdiçam suas vidas
Isso tudo eu não posso suportar
Presenciar mais isso
não poderia o reino da salvação
Levar-me para casa




..❂..

Tributos:


A banda lançou em 1987 o documentário Cliff 'Em All:






Em Stockolmo naSuécia, foi erguida uma lápide memorial, próxima ao local do acidente.



A música "In My Darkest Your" do Megadeth foi escrita por Dave Mustaine em tributo a Cliff (embora a letra não tenha relação com a morte dele, Dave compôs essa música quando ficou sabendo do acidente). Cliff era o único dos membros do Metallica que Dave ainda ainda mantinha boas relações após sua demissão da banda.


Recentemente a banda lançou um livro com a Biografia de Cliff: 




Por enquanto não encontrei nenhuma tradução do livro para o português, mas dá para ver algumas partes no site Amazon: 


http://www.amazon.com/Live-Death-Metallicas-Cliff-Burton/dp/190600224X






Aí vão mais algumas fotos:
 






By Youkai