terça-feira, 13 de dezembro de 2011

R.I.P. - Chuck Schuldiner


  ★ 13 de maio de 1967 
           ✥ 13 de dezembro de 2001
R.I.P.



Hoje,  13 de dezembro de 2011, fazem exatamente 10 anos que o metal extremo perdeu um de seus músicos mais marcantes e criativos.

Falar de Chuck Schuldiner é falar de Death Metal... Embora ele próprio detestasse ficar preso a rótulos e sempre desse os créditos da criação do Death Metal ao Possessed, Chuck o responsável por uma grande parte da formação do estilo, sendo que foi o primeiro a usar elementos de Jazz e a tornar as composições mais técnicas.
O Death também foi o primeiro grupo que tocava 100% Death Metal, sendo portanto muito justificado o título de pai do Death Metal.

Um músico considerado por muitos extremamente perfeccionista, Chuck nunca se acomodou no sucesso dos seus primeiros álbuns, evoluindo a cada álbum em técnica e temática, a banda apresentava a cada lançamento uma nova forma de música pesada, nunca perdendo a sua identidade e autenticidade.

Além do Death (que inicialmente se chamava Mantas), Chuck participou também do Slaugther (Can), do projeto Voodoo Cult e fundou o Control Denied, que infelizmente teve sua carreira interrompida devido ao seu falecimento.

Chuck lutou durante dois anos contra um tumor cerebral, e nessa época surpreendeu a todos pela sua garra e perseverança. Em 2001 contraiu pneumonia e não resistiu, deixando seus admiradores sem palavras para descrever a sua falta...
Grande influência para guitarristas de metal, Chuck deixou um grande legado, que jamais será esquecido.


O principal memorial de Chuck Schuldiner é o site Empty Words (quem curte o trabalho de Chuck vale a pena conferir): 





 By Youkai

Aí vão mais algumas fotos: 





domingo, 11 de dezembro de 2011

Festival Rock in Hill - 2011


No dia 26 de Novembro de 2011 o dia e a noite foram de muito Rock n' Roll e Heavy Metal em Bueno Brandão - MG, no festival Rock in Hill! 



Os organizadores do evento Rock in Hill JuJu à esquerda e Geléia a direita



Há três anos atrás a minúscula cidade de Bueno Brandão, localizada no sul do estado de Minas Gerais entrou para a rota dos headbangers da região através do festival Rock in Hill idealizado pelos grandes amigos Eric Salles e José Carlos, mais conhecidos como Geléia e JuJu. 






O horário previsto para o início do evento era às 18:00; cerca de uma hora depois e com um púbico crescente adentrando o sítio, a primeira banda sobe ao palco. O Crucified By System, que é uma banda recente da cidade. Formada por Fábio Guizi (vocais), Michel Ribeiro (bateria), Ítalo A. Xavier (baixo) e Emerson Guimarães (guitarra). Chamaram a atenção dos presentes pelo jeito descontraído com covers de Ramones, Matanza, Judas Priest e Ratos de Porão. A banda cumpriu muito bem o seu papel!

Banda Crucified By System de Bueno Brandão - MG no Rock in Hill (26/11/2011)

Minutos depois, o Muthafuckers de Socorro (SP) aqueceram ainda mais o público mandando vários covers de Classic Rock e Metal.Visualmente a banda é bem diversificada, cada integrante com seu estilo particular. O guitarrista Otavio Daniel's é bem performático. Completam a formação o vocalista Mario Pares (que possui um timbre bem legal), o baixista Julio Bonan e o baterista Peter.
Banda Muthafuckers de Socorro - SP no Rock in Hill (26/11/2011)

O Hardcore ou nas palavras da própria banda "Hardcore Bruto Das Montanhas" também teve sua vez, o Tumbero de Cambuí (MG) deu um clima diferente ao evento e renovou as energias do lugar. Interessados corram atrás do primeiro EP "Toscore"! Enfim, mandam muito bem no gênero.

Bando Tumbero de Cambuí - MG no Rock in Hill (26/11/2011)

Após o Tumbero, um certo período de espera pelos mais aguardados da noite. Em volta do palco já não se via o chão de tantas pessoas ali presentes. Desde 1982 o Garotos Podres com seu Punk raivoso detonam tudo e todos! Como imagens falam mais que palavras...


Depois deste vídeo gravado pela equipe do PORTAL ROCK NOW  nem é preciso dizer o quanto foi intensa a apresentação do Garotos Podres!


Boa parcela do público estava ansioso pela apresentação mais extrema deste Rock in Hill e quem não sabia do que se tratava logo percebeu a empolgação destes.
O Death Metal brutal do Exhortation, com vocal gutural feminino foi o responsável por massacrar pescoços! A banda foi formada no interior de São Paulo, mas a vocalista Aline Lodi é nascida na cidade de Bueno Brandão. O que causou extrema curiosidade em parte da população local.
Mais uma vez não se via sequer o chão em volta do palco. O show foi composto pelas composições do recém lançado "The Essence Of Apocalypse" e a postura da banda ao vivo é magnífica. Com certeza a melhor banda do festival!

Banda Exhortation de Capivari - SP no Rock in Hill (26/11/2011)

E a madrugada ainda reservava uma grande surpresa. A Setfire de Mauá - SP é mais uma prova da qualidade do underground nacional.
A banda surgiu no ano de 2009 e possui um EP lançado, o "Deserted Land" de 2010. Que impressiona pela qualidade das composições e riffs. Todas as 4 faixas autorais (Nordeste, Revolution Of Machines, Social Bomb e Envy Shit) são pra banguear mesmo; já aposto muito nessa banda pra sacudir a cena. Pra completar as apresentações costumam mandar covers de Pantera e Sepultura, que claro, acerta em cheio o público.

Banda Setfire de Mauá - SP no Rock in Hill (26/11/2011)




Um dos diferenciais do evento é que ele sempre foi realizado em um pequeno e simpático sítio de fácil localização; contando com área coberta e ao ar livre, barzinho, estacionamento e stand com produtos para o público alternativo.

O Rock in Hill já está consolidado, crescendo absurdamente, dando espaço às bandas autorais e sempre ajudando as instituições do município.
Só nos resta aguardar a edição de 2012!


By Harumi

Mais Fotos:

EXHORTATION

GAROTOS PODRES
TUMBERO
MUTHAFUCKERS
CRUCIFIED BY SYSTEM
SETFIRE



*Quer a sua banda na próxima edição do festival? Entre em contato pelos seguintes links:









domingo, 4 de dezembro de 2011

FESTIVAL: Rock Nas Alturas


Estamos em Dezembro, mas o ano ainda não acabou! Dia 10 deste mês ainda reserva muita diversão e Rock n' Roll com o festival Rock Nas Alturas que acontece na cidade sul mineira de Maria da Fé, os responsáveis são Ulysses Caetano Braga, Márcio Barbosa e Oswaldo Júnior.


Esta será a segunda edição do festival e já traz nomes de relevância do Metal Nacional (ponto para os organizadores!) como Spreading Hate, Pleiades e Red Front; que inclusive já foi matéria aqui no blog. E tem mais ótimas atrações: Children Of The Beast (cover oficial do Iron Maiden na América Latina), Red n' Black e Maryland.
O Rock Nas Alturas também está tentando um resgate da cultura Rock n' Roll nas pequenas e pacatas cidades de Minas Gerais. E além disso cumpre seu papel social, com doações de alimentos para a Instituição APAE do município.


SPREADING HATE:


PLEIADES:
  
RED FRONT:

CHILDREN OF THE BEAST:


RED N' BLACK: 


MARYLAND:








Maiores informações:

Ingressos: R$15,00 (antecipado) + 1kg de alimento não perecível
Onde comprar: Maria da Fé (MG) - LANCHE & CIA, tel.: (35) 3662-1117

Itajubá (MG) - CONVICSOM, tel.:  (35) 3621-3333

Pedralva (MG) - Danilo Abreu, tel.: (35) 9829-0585

                   Pouso Alegre (MG) - Clívio (Red n' Black), tel.: (35) 8444-7222
Local: Nevada Clube 
Horário: à partir das 19:00 horas
Data: 10 de Dezembro de 2011







By Harumi
  

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nightwish - Imaginaerum




Depois de alguns anos o Nightwish lança, sem dúvida alguma, o melhor álbum da carreira. A genialidade do tecladista Tuomas Holopainen nunca falou tão alto. Depois de muitas pessoas criticarem (injustamente) o álbum anterior "Dark Passion Play" que apresentou uma das melhores músicas da banda "The Poet and the Pendulum", Tuomas não perdeu a pose e trouxe desta vez, mais que um álbum; Uma viagem audiovisual cheia de viradas cinematográficas chamada "Imaginaerum".



A primeira faixa Taikatalvi é um prólogo dentro de uma caixinha de música na voz de Marco Hietala em finlandês. Existe alguém que não gosta do Marco? Não conheço por enquanto. É impressionante o que sua entrada no Nightwish proporcionou de criatividade quanto a novos elementos sonoros à banda. Sentem nos seus lugares e peguem a pipoca, Imaginaerum acaba de começar.

A segunda faixa já conhecida pelo público, é a Storytime. Se você conhece os trabalhos anteriores da banda perceberá que Tuomas traz referências e elementos de álbuns anteriores. As partes instrumentais durante o álbum apresentam em vários momentos características do Wishmaster, Century Child, Once e até mesmo do próprio Dark Passion Play. Com um refrão bem gostoso de se ouvir, Storytime foi muito bem utilizada como single e representa muito bem o álbum.





A terceira faixa "Ghost River" é uma das faixas mais originais   não só do Nightwish, mas dentro desse gênero músical. Com um riff de guitarra de muito bom gosto, passagens quebradas, orquestra impecável, a voz da Anete doce e dissonante ao mesmo tempo e o Marco com uma voz mais grave que de costume dão uma cara muito diferente para a banda. São poucas as bandas que conseguiriam compor uma música dessas. Não bastasse isso o Tuomas ainda traz um coral de crianças que faz um envolvente dueto com Marco no refrão. Uma faixa surpreendente.

"Slow Love Slow" apresenta-se como quarta faixa e aproveito seu título para alertar: Vá devagar. Após a surpreendente "Ghost River", Tuomas apresenta um jazz com direito a um solo de guitarra super clean e metais (refiro-me aos intrumentos). Uma super balada.

A quinta faixa, "I want my tears Back" apresenta os vocais de Marco e Anete em um estilo de composição que vem dando certo desde "Dead to the world - Century Child"; A novidade são as gaitas de fole e as palmas no meio da música. Uma música bastante divertida e muito animada, algo muito novo no Nightwish que costuma sempre trazer elementos melancólicos.

A sexta faixa é a "Scaretale" que traz o sinistro coral de crianças mais uma vez. É como se fosse introdução de um filme da Disney. Anete interpreta uma voz irônica e infantil durante boa parte da música e na metade há uma reviravolta circense com Marco apresentando um espetáculo. Realmente parece um filme. Uma faixa extremamente ousada por parte da banda. Interessante lembrar que todos os instrumentos e vozes são muito bem explorados neste álbum.


Em sétimo lugar temos a instrumental "Arabesque", que apresenta um bom conjunto de percussões e uma pegada de trilha sonora que faz te sentir no meio da selva, muito gostosa de se ouvir.

Logo depois em oitavo lugar, "Turn loose the Mermaids" fez-me lembrar de algumas baladinhas do "Blackmore's Night". A música feita para a voz da Anete cai docemente aos ouvidos e o envolve rapidamente em seus breves 4 minutos. Para os que gostaram de "The Islander" e "The Last of the wilds" do álbum anterior, gostaram dessa com certeza.

Na faixa número nove, "Rest Calm", Anete mostra mais uma vez que Tuomas não estava errado quando chamou-a para cantar no Nightwish. Mais uma música de estrutura diferenciada, 7 minutos de algumas viradas, hora pesadas, hora melódicas, hora bem leves e limpas. Um bom solo de guitarra (aliás, Emppu apareceu muito bem no CD). O coral de crianças aparece ao final cantando o refrão com Anete e Marco. Uma faixa de muito bom gosto, sem exageros e relativamente grande.

Faixa número 10, "The Crow, the Owl and The Dove". Tuomas mostra que seu leque de baladas é infindável. Mais uma balada muito bem acertada. Os vocais de Marco e Anete são muito bem utilizados mais uma vez. Aliás um ponto muito forte desse álbum: Tuomas optou por ser mais simples em vários momentos e aproveitou muito bem cada elemento da banda e fazendo praticamente 80 minutos passarem como se não fossem muita coisa.


Na faixa 11, "Last Ride of the Day" temos o peso de volta. A dramaticidade na voz da Anete, o refrão, os corais, o solo de guitarra do Emppu que finalmente apareceu sem timidez. O refrão a la Rhapsody of Fire, vai dar muito certo ao vivo e propor momentos bastante marcantes em um album que que será muito difícil ser apresentado na íntegra. Há mais arranjos neste álbum do que em todos os outros. É de fato uma viagem cinematográfica e isso vai dar um trabalho e tanto ao vivo.

Na faixa 12, "Song of Myself" Tuomas repete a estrutura de álbuns anteriores e deixa uma grande música para o Grand Finale. Uma coisa para se dizer sobre o álbum: Você não encontrará faixas pesadas como "Master Passion Greed", "Slaying the Dreamer", "Planet Hell", entre outras. O álbum, por ser uma trilha sonora de fato, apresenta muito mais passagens atmosféricas e cheias de sentimetos muitas vezes hiper carregados e tensos, mas sobretudo mágicos. "Song of Myself" traz a voz de Anete pela última vez no álbum com Marco nos backing vocals e um coral muito marcante com pegadas orquestrais bastante ritmicas e foi tão bem produzida que não parece pesada mesmo com a estupidez de Jukka e Emppu entre os 4 e 6 min da música. (importante lembrar também que Jukka esteve impecável na percussão). Ao final da música há um diálogo e várias passagens atmosféricas bem delicadas e inspiradoras e assim a música segue como se caminhasse para a sansão, conclusão de uma história.

Última faixa: Imaginaerum. Uma faixa instrumental que poderia ser a primeira ou a última do álbum. Com orquestra do começo ao fim, a faixa traz trechos do álbum inteiro em uma única musica e ao lado de Storytime é a faixa que apresenta o álbum.

Muitas bandas trabalham com esse estilo de música, mas Tuomas além de um ótimo músico, é um incrível storyteller que sabe contar algo original que provoque uma reflexão e não seja clichê como outras bandas que insistem no estilo de maneira superficial. Não há mais comparações, o Nightwish de hoje corre por fora.






Nota 10 para Anete, Tuomas, Marco e à banda como um todo por trabalhar como uma equipe de fato.





É isso ae! Keep rocking! Abraços!

Felipe Hänsell