sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Omfalos


Autenticidade, essa é a palavra que eu uso para descrever bandas que usam a criatividade e  a sensibilidade musical para compor algo único, próprio. Enfim, para criar sem se prender a estilos ou rótulos.

 Autenticidade é uma palavra que descreve bem a banda Omfalos!

Formada em Brasília por Tormianak (guitarra, baixo e arranjos - guitarra Miasthenia) e por Misanthrope (Vocal, samplers e ruídos - Red Old Snake), a banda apresenta elementos do Black Metal, Death Metal, Industrial, Gothic e etc, sem se prender a um estilo específico. 

O primeiro álbum do duo "Idiots Savanst"  foi lançado em 2010, cada faixa tem uma atmosfera diferente, tendendo hora mais para o Black Metal hora mais para o Death, contando com pitadas de Industrial e Gothic Rock

A temática da banda também é bem interessante, Idiots Savants reflete sobre os sentimentos de quem possui distúrbios mentais ou desvios de comportamento. Difícil apontar destaques, mas eu sugiro A Failed Experiment in Fitting Into this World, e Anonymous Hate Manifesto como as que eu mais gostei.



Tracklist:

Que bonito és un Entierro
Drain The Air Out Of My Lungs
Sleep State Of Misperception
The Naked Lunch
Anonymous Hate Manifesto
Bipolar Affective Disorder Suite
A funeral Dirge For My Sanity
The Desperate Ballad Of The Motherless Child
A Failed Experiment in Fitting Into This World



links: 



entrevista para o blog arte metal:


Fotos:





quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ROCK IN HELP




Após 20 anos está de volta um dos eventos que promete quebrar a coluna de muito socorrense e agitar todo o Circuito das Águas e região, o “ROCK IN HELP” volta com força máxima em sua versão 2012, abrindo espaço para as bandas regionais em seu line-up, além de nomes mais conhecidos da cena rock/metal como o Cruscifire!


O evento está marcado para começar às 18 horas do dia 25 de fevereiro, e terá logo na abertura o melhor da musica e atitude punk mundial com o “PUNKADA”, grupo de parceiros que se reuniu para prestar uma homenagem a bandas que marcaram o nome na historia do rock com seu som cru e honesto.



Na seqüência, temos todo o peso, groove e experimentalismo de uma das bandas que está cada dia conquistando mais espaço na cena e promete arrebentar tudo no evento. O “NOIZZY” está em fase final da produção de seu debut e mostrará todos os sons desse play para o público do festival. Além disso, todos que assistirem ao show da banda estarão concorrendo a uma câmera digital Samsung 12MP, um oferecimento R&A Informática.
Pra continuar a destruição sonora, temos o melhor do Metalcore com a molecada do “TROYA”, os caras prometem um show curto, porém insano com as músicas da sua demo, que pode ser conferida no MYSPACE da banda.
Pra acalmar os ânimos do público e dar aquela “viajada”, o “SONS OF FLOYD” promete mandar o melhor de umas das maiores bandas da historia da musica. Eles vão percorrer toda a discografia do Pink Floyd e prometem um show épico para os fãs da banda.

*Links em vermelho


Retornando ao bom e velho rock n’ roll, o “MUTHAFUCKERS”, banda já conhecida da região, manda seu tributo aos grandes nomes do classic rock e metal, com seu show enérgico e insano, e tem o compromisso de levantar os ânimos do pessoal já na madrugada socorrense.



E pra finalizar, a grande revelação do Death Metal nacional dos últimos anos, o “CRUSCIFIRE”, que vem de Atibaia mostrar toda sua técnica e fúria na turnê do seu mais novo lançamento, Hateful (EP). Com um Death Metal de primeira linha e que deixa muita banda gringa no chinelo, o “CRUSCIFIRE” promete fechar a noite destruindo todo e deixando todo o publico com o pescoço quebrado e repleto de hematomas. 




O “Rock in Help – 2012” acontece dia 25/02, às 18 horas, no salão do recinto de exposições João Orlando Pagliusi, ao lado da Rodoviária, em Socorro – SP e tem como apoio o COMUC, a Prefeitura Municipal da Estância de Socorro, o portal Pipoca News. Alem das empresas que nos apoiaram e fizeram o festival acontecer: Blues Guitar (Gustavo Bonfá) Escola de Musica, Pesqueiro Recanto das Águas, VM cd’s, Stracci Cabelereiro, Lanchonete D+, Bahamas Bar, Brin Fest, Jota Bar e Vlad Hotel.

Entrada: 1 kg de alimento não perecível
Entrada permitida apenas para maiores de 18 anos apresentando documento com foto.

By Rafael Fávero

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Balanço Musical 2011 por Herb (Brasil in Metal)





Léo Santos, mais conhecido como Herb é o apresentador do programa Brasil in Metal transmitido todos os domingos às 18:00 pela Rádio Blast.
















Depois do sensacional ano de 2010, confesso que havia começado 2011 sem muitas esperanças de que o ano seria tão bom quanto o anterior. Felizmente, fui surpreendido. O ano passado acabou se tornando mais um ótimo ano para o metal, tanto nacional quanto internacional.
Houveram tantos lançamentos que eu gostaria de destacar, mas não sou tão bom escritor ao ponto de resenhar um livro. Sim, um livro, pois realmente houveram muitos lançamentos que merecem atenção ano passado. Comecemos pelos nacionais.


ByWar - Abduction

ByWar - Abduction
Os paulistanos do ByWar mostraram porque desde a década de 90 eles são referência no thrash metal nacional. Abduction é apenas o quarto full-length da banda, mas está entre seus melhores (se não melhor) trabalhos. Paulada na orelha do começo ao fim, sem ficar enjoativo e sem ser repetitivo. Destaque para a música que abre o CD, “Poltergeist Time”, após a introdução “...Fourth Kind”.
Nota: 9,0


Claustrofobia - Peste

Claustrofobia - Peste
O death/thrash metal nacional vem reconhecendo a cada ano que passa o valor de bandas como o Claustrofobia, que já tem mais de 15 anos de carreira, 5 full-lengths gravados, já passaram por diversos lugares e mesmo assim mantém a humildade e a força para participarem de festivais menores, porém que se mantém vivos e com força graças a bandas que dão o sangue com o Claustrofobia. E bota sangue nisso! O quinto álbum da banda, Peste, não é um tapa na cara de ninguém: é um soco e vários pontapés. Sem sombra de dúvidas é o álbum melhor produzido que a banda já fez até o momento, e o único (na humilde opinião desde que escreve) que se iguala (se é que não ultrapassa) o “carro chefe” da banda, Thrasher. Destaque para a faixa-título, que abre o CD, e para “Pino da Granada”.
Nota: 9,0


A Tale Of Decadence - Ecliptyka

A Tale Of Decadence - Ecliptyka
Um dos mais belos lançamentos do ano passado. A Tale Of Decadence é o debut desda banda que ganhou muito destaque na mída especializada ano passado, merecidademente, claro. O álbum revelou ao mundo os belos vocais de Helena Martins (que além de cantar muito, é linda) e o instrumental sucinto, porém satisfatório de uma das bandas que mais deram o que falar no ano passado.
O CD conta com ótimas faixas e participações especiais, como Danilo Herbert(MindFlow) e Marcelo Carvalho(Hateful). Talvez, essa seja minha única ressalva sobre o álbum: teria ele ficado tão bom sem essas participações especiais? Elas agregam TANTO ao CD, que me restou a dúvida se a qualidade do álbum seria metade do que foi, caso essas participações não existissem ou fossem menos “ativas” do que foram. De qualquer modo, o álbum foi um dos que mais me agradaram em todo o ano, possui letras críticas e, se eu tivesse que apostar, apostaria que o próximo álbum será ainda melhor.
Nota: 9,5


Demais lançamentos

Como eu havia dito, 2011 teve muitos bons lançamentos, logo não conseguirei falar de todos, mas vale o destaque para os amigos da Phornax, que lançaram o EP Silent War com maestria e com certeza são uma das bandas das quais mais espero boas coisas virem.
Foi ano também o lançamento nacional do CD Blind Ride, do Hibria, que foi muito bem aceito pelos fãs do estilo. Destaco também o álbum Youniverse dos brasilienses da Dynahead, o Motion, do Almah e o Animal, dos veteranos do Dr. Sin.
Também dou destaque ao ótimo álbum lançado pelo Krisiun(que está sendo sorteado no Brasil in Metal), o The Great Execution, que traz uma ótima produção e o peso que se espera dos gaúchos sempre, porém, com muito mais técnica e cadência.




Internacionais

Tentarei não me alongar muito nos CDs internacionais, pois para os gringos também foi um ano espetacular.

Anthem - Heraldic Device

Anthem - Heraldic Device
Os veteranos do Anthem iniciaram o segundo semestre de 2011 mostrando que ainda tem muito sangue nas veias pra fazer um trabalho tão bom quanto qualquer um de sua carreira. Carreira essa marcada principalmente pela grande estabilidade em todos os álbuns, raramente exibindo baixos desempenhos. Com Heraldic Device não foi diferente. Repleto de faixas grudentes, que não saem da sua cabeça, como “The Sign” e “Rockbound”, o álbum foi um dos destaques em um ano cheio de grandes lançamentos na indústria japonesa.
Nota: 9,0


Versailles - Holy Grail

Ainda falando do cenário japonês, 2011 trouxe um excelente álbum de uma banda que particularmente falando, até então eu não via nenhuma graça: o Versailles.
Holy Grail foi, na minha opinião, o melhor lançamento do ano no Japão e um dos melhores álbuns de metal melódico lançados pelo país em anos.
O CD se inicia com duas músicas rápidas e repletas de solos “grudentos”, o que tornam delas duas das músicas mais viciantes de todo o CD: “Masquerade” e “Philia”. Na sequência vem, pra mim, a melhor música do álbum: “Thanatos”, uma música muito bem cadenciada, dosando interpretação e peso com os solos antes descritos. Ao longo do CD a qualidade não se perde em nenhum momento, passando por baladas emocionantes como “Remember Forever” e grandes construções de mais de 15min como “Faith & Decision”. Um CD que vale a pena conhecer, principalmente se assim como eu, você nutre ou já nutriu certo preconceito pela banda.
Nota: 9,8



Anthrax - Worship Music

Anthrax - Worship Music
Lendas do thrash metal não morrem. Aí está o Anthrax pra comprovar isso da melhor maneira possível: Worship Music. Um dos CDs mais comentados pelos fãs e bem recebidos pela crítica, este album traz o Anthrax com o máximo de força que poderíamos esperar dos veteranos, porém com muita técnica sobrando.
Nota: 8,5


Iced Earth - Dystopia

Iced Earth - Dystopia
Eis boa parte da minha “boa vontade” para escrever esse post, além é claro de que ele seria publicado aqui no Quimeras e de ter sido um pedido da japa preferida do meu coração e de toda Bahia (só os fortes entenderão): falar do Dystopia.
Em minha humilde opinião, melhor lançamento de 2011. O Iced Earth é uma banda que ao longo de sua carreira conquistou muitos e fiéis fãs, tanto na era Barlow como na era Owens.
Assim como foi com o The Glorious Burden, desta vez o clima antes do lançamento era de expectativa para saber como a banda se comportaria com um novo vocalista, após a nova (e aparentemente definitiva) saída de Matthew Barlow. Deixe-me descrever o CD para vocês.
O instrumental não tem nada demais, afinal, qualidade, peso e melodia balanceados e grandes composições já era algo esperado dos trabalhos de Jon Schaffer. Com letras as vezes críticas, as vezes poéticas, as vezes as duas coisas e frases como “We have the power make our lives what they ought to be (...) You are the key to the life that you seek”, a parte de composição do álbum é excelente. Com músicas mais calmas e belíssimas, praticamente baladas, como “Anthem” e “End of Innocence”, que trazem um vocal diversificado e muito versátil de Stu Block, que também mostra essa diversidade vocal nas músicas mais agressivas como “Boiling Point”, mesclando entre graves e agudos.
Com certeza o novo vocal da banda merece grande crédito no trabalho e, novamente em minha opinião, foi o grande destaque de Dystopia (que está sendo sorteado no Rocksblog).
Nota: 10




Ao longo do ano, como eu já disse, bons lançamentos não faltaram, porém, me apegarei apenas a esses três para não aumentar ainda mais esse já enorme post.
Leiam o restante dos posts falando sobre o ano passado, li todos e só temos grandes revisores (com exceção de mim, claro) falando sobre os lançamentos de 2011.




By Herb

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Balanço Musical 2011 por José Antonio Alves



 José Antonio Alves, 22 anos, sou estudante de informática e colaborador dos sites Whiplash.net e Eluveitie Brasil, este o único fã-clube brasileiro da banda suiça Eluveitie.  Trabalho na área administrativa, mas encontro um tempo para (tentar) escrever e acompanhar eventos sobre o que me acompanha desde os 13 anos de idade: Metal! Adorador desde o rock clássico até o Death Metal. Procuro conhecer de tudo um pouco para adquirir mais conhecimento e crescer musicalmente, sem radicalizações dentro do estilo.





Este é um momento dificil, já que fazer um "apanhado" das bandas que ouvi ano passado é uma tarefa árdua. Muitas bandas conhecemos, outras voltamos a ouvir, e assim passa o ano musical. Posso dizer com segurança que 2011 foi o ano que mais conheci bandas, dos lugares mais improváveis e distantes que possam imaginar. A internet foi uma grande aliada, especialmente o Youtube e também uma das boas novidades do ano de 2011: o Programa Heavy Nation, apresentado pelos ótimos Julio Feriato e Paula Baldassarri, e claro, indicações, de muitos amigos. Então, sem mais delongas, vamos ao que bombou no meu mp5 este ano... \m/


Começarei pelas novidades, bandas que não conhecia e que agora acompanho e muito!

Equilibrium - Alemanha

O EQUILIBRIUM é uma banda alemã que combina elementos do folk, black metal e metal sinfônico, com diversos instrumentos, incluindo guitarras e flautas. Seus riffs refletem melodias tradicionais germânicas, abordando nas letras a mitologia germânica. Todas as letras são em alemão, assim como a maioria dos títulos. É uma verdadeira viagem épica, os álbuns demonstram grandes arranjos instrumentais, indico todos, especialmente o primeiro, "Turis Fratyr", álbum de estréia dos germânicos.

Música: "Blut Im Auge"



Battlelore - Finlândia

Estes finlandeses trazem elementos do folk conbinados com uma atmosfera doom e passagens épicas, pena que entrou em uma fase de "pausa por tempo indeterminado". "... Where Shadows Lies" e "The Last Alliance" são os álbuns que mais ouvi, são recomendados!

Música:  "Third Immortal"



Coral de Espíritos - Brasil

Brutal!!! Essa foi a palavra que me veio a cabeça ao ouvir o som do Coral de Espíritos. Os músicos demonstram um Death Metal bem técnico, sem frescuras, sem dúvida uma sapatada na orelha para acompanhar de perto, e do Brasil!

Musica: "Reborn Through The Sorrow"



Exhortation - Brasil

Outra banda que me surpreendeu e muito na primeira audição! Oriundos de Capivari-SP, a banda liderada pelos brutais vocais de Aline Lodi e Cia lançou depois de muito trabalho árduo na estrada o ótimo "The Essence Of Apocalypse", sem dúvida uma grande promessa do Death Metal nacional!

Musica: "Famine"



Hortus Animae - Itália

Uma banda que até já tem uma estrada percorrida, mas que tive o prazer de conhecer apenas no ano passado. Estes italianos praticam um black metal com pitadas progressivas, me impressionou muito o ótimo "Waltzing Mephisto", de 2003, aliás, conheci o trabalho deles através de outra banda italiana, que falarei a seguir.

Musica: "Enter"



Graveworm - Itália

Sim, os italianos do Graveworm praticam  o que chamamos de black metal sinfônico, é sapatada atrás de sapatada! A banda que já excursionou com  Destruction e Kataklysm, usa muitos elementos bem trabalhados, instrumentalmente falando, também já estão há um tempo na estrada.

Musica: "See No Future"





Shadowside - Brasil

Eu confesso que começei a prestar atenção para valer na Shadowside este ano. Primeiro, através do ótimo "Theatre Of Shadows", que me cativou, depois com o lançamento do excelente álbum "Inner Monster Out". Uma produção digna fez com que Dani Nolden e cia fizessem um trabalho exemplar, com músicos de peso convidados, realmente, um marco no heavy metal brasileiro.

Musica: "Angel With Horns"



Houveram muitas bandas que conheci que mereceriam destaque também, mas separei abaixo algumas que já eram conhecidas por mim e que continuaram reinando no meu mp5:

Alestorm - "Shipwrecked" 


Arkona - "Stenka na Stenku" 


Rotting Christ - "Non Serviam"


Iron Maiden - "Only The Good Die Young"


Eluveitie - "Gray Sublime Archon" 


Saxon - "I´ve Got To Rock(To Stay Alive)"


Rammstein - "Wo Bist Du" 


Arch Enemy - "Nemesis"


Udo - "Go Back To Hell"


Torture Squad - "Holiday in Abu Ghreib" 


Amon Amarth - "Twilight Of The Thunder God" 



Claro, é uma missão realmente dificil como citei anteriormente enumerar estas bandas, mas para não deixar de citar outras excelentes bandas, Anthrax, Death, Heidevolk, Kansas, Anthares, Cavalera Conspiracy, Violator, Garbage, Kamelot, Hugin Munin, Amaranthe, X-Japan, Eternal Tears Of Sorrow, Candlemass, Orphaned Land, Aclla,  Comando Nuclear, Hibria, Týr, Nile, Finntroll, Judas Priest, In Flames, Korpiklaani, Celesty, Turisas, Iced Earth, Riot, Blue Öyster Cult, Isengard, Krisiun, Ecliptyka, Therion, Manu Littiery, Amorphis,  Ensiferum, Alestorm, Rhapsody Of Fire, Helloween, Stratovarius, Fractal Gates, Harppia, Holy Grail, Black Sun Aeon, Nemesea e Schandmaul também estiveram presentes ano passado!


By José Antonio Alves

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

IV Doutor Rock - Ouro Fino (MG) Resenha



O Doutor Rock é um festival realizado desde o ano de 2008 na cidade de Ouro Fino (MG), e tem como objetivo incentivar e abrir espaço às bandas de rock e metal da cidade e da região.
Chegada sua quarta edição, o festival que já faz parte do calendário do público  da região, novamente contou com muitas bandas, e um público muito animado.









Não consegui assistir as apresentações de todas as bandas, até por que eram muitas! Das apresentações que assisti destaco a das bandas Billy Mutreta, Los Baldes, The Pictures e Muthafuckers
Pra quem gosta de curtir o bom e velho Rock 'n' Roll ao lado dos amigos e família, o
 Dr Rock é diversão garantida! Parabéns à organização!





  Billy Mutreta



 Los Baldes 




The Pictures





Muthafuckers


By Youkai 


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Balanço Musical 2011 por Pedro Humangous (Revista Hell Divine)




Pedro Humangous é editor chefe da revista online HELL DIVINE. Leitura obrigatória para quem ama o universo da música pesada. Opinião de peso, confira a resenha:  



Está cada vez mais difícil acompanhar a quantidade incrível de lançamentos ultimamente – isso falando somente do Heavy Metal. 2011 foi um ano excelente para a música pesada, tivemos grandes discos lançados tanto por bandas famosas e consagradas quanto por bandas iniciantes. Muitas bandas me surpreenderam com belíssimos trabalhos, outras nem tanto. Algumas inclusive decepcionaram. Sou um grande fã da banda Opeth, mas vou confessar que o álbum “Heritage” não desceu muito bem... Nem preciso mencionar o disco do Morbid Angel certo? Outro disco que eu esperava mais era do Almah. Mas enfim, essa é uma opinião pessoal. Como editor chefe da revista Hell Divine, ouvi e resenhei muitas coisas nesses últimos meses, tornando difícil a escolha dos melhores do ano. Vamos ao que interessa!

Das bandas nacionais, tivemos: Unearthly, Claustrofobia, Krisiun, Anchor, Trayce, Bywar, Omfalos, Sodamned, Dynahead, Maestrick, entre tantas outras. Eu poderia ficar aqui escrevendo por horas!

Das internacionais: Carnifex, Fallujah, In The Midst Of Lions, Pathology, Revocation, All Shall Perish, Chelsea Grin, Fleshgod Apocalypse, Vader, The Browning, Rose Funeral, As You Drown, Between The Buried And Me, Obscura, Abysmal Dawn, I Deceive War, World Under Blood, Ghost, Malefice,Vildhjarta, Myrath, Hope For The Dying, Molotov Solution, Born Of Osiris, e mais uma infinidade que não consigo mais lembrar de cabeça…

Algumas que descobri recentemente e vale a menção: Sigh, Fetal Decay, Slaughterbox, Dawn Of Ashes, Nachtmystium, The Sharon Tate, Looking For Na Answer, One More Victim, Signal The Firing Squad, Cerebral Incubation, Black Tusk, Barn Burner, Ghost Brigade, Abdicate, etc.



Abaixo, minha lista oficial dos melhores do ano:
Machine Head – Unto The Locust
Trivium – In Waves
Troglodyte – Welcome To Boggy Creek
Mastodon – The Hunter
Dream Theater – A Dramatic Turn Of Events
Skeletonwicth – Forever Abomination
Ponto Nulo No Céu – Brilho Cego
Sleep Serapis Sleep – Pariah's Vow
Warbringer – Worlds Torn Asunder
The Black Dahlia Murder – Ritual

DVD: Hypocrisy – Hell Over Sofia – 20 Years Of Chaos And Confusion

Melhor Álbum Nacional: Project 46 – Doa a Quem Doer 
Revelação Nacional: Against Tolerance
Revelação Internacional: Disma
Capa: All Shall Perish – This Is Where It Ends

Hit de 2011: In Waves - Trivium
Decepção de 2011: Morbid Angel
Disco que mais ouviu no ano: Suicide Silence – Black Crown






Por Pedro Humangous – Editor Chefe – Hell Divine Magazine

www.helldivine.com - @PedroHumangous

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Balanço Musical 2011 por Karen Waleria (Rocksblog)


Karen Waleria é a responsável pelo ROCKSBLOG, que é uma grande fonte de informações para quem deseja estar sempre atualizado com o mundo da música. O jeito de escrever da Karen é bem entusiasmado e sincero e como esta guria escreve! Praticamente toda hora tem matéria nova. Deem aquela passada no blog dela e comprovem o que vos digo.  





Não tenho o costume de ouvir muito rádio, quem me conhece sabe disso... Abro exceção para ouvir alguns programas, todos via web, como A Ilha do Metal, Mundo Metal, Brasil in Metal, Wikimetal e mais recentemente Metal Queens. No restante do tempo fico ouvindo minhas discografias, vide meu Last Fm que comprovam essa afirmativa.
Quais álbuns lançados em 2011 que não saem do meu player? Eis minha lista a seguir





Desde a primeira audição do The Unforgiving, falei comigo mesma, esse álbum é um dos melhores que os holandeses do Within Temptation já lançaram durante sua longa e ascendente carreira de quase 16 anos, e um dos melhores álbuns lançados no ano de 2011. O álbum vicia, literalmente. Não tem como contar às vezes que ele tocou no meu velho e bom Winamp... WT é como vinho, eles conseguem se renovar a cada álbum, mas esse tem um toque a mais. Sharon Den Adel mais uma vez mostra que está no hall das melhores vocalistas de metal da atualidade. Os vídeos são um capítulo à parte, irretocáveis tanto quanto as músicas do álbum. Nota 10






Nightwish – Imaginaerum  Quem diria que eu iria incluir a banda finlandesa numa lista de CDs mais ouvidos, preferidos… Isso após a saída de Tarja Turunen da banda. Admito que já falei muito mal da banda após a saída da ex-vocalista da qual sou fã de carteirinha. Com Imaginaerum Anette Olzon conquistou seu espaço definitivamente na banda finlandesa de Heavy Metal/ Metal Sinfônico Nightwish. O grupo encontrou a sonoridade perdida no álbum anterior. Nesse novo trabalho a atual vocalista se mostra segura na interpretação das músicas, mostra que veio para ficar e fazer com que aos poucos esqueçamos a antiga vocalista, que diga-se de passagem, está muito bem em sua carreira solo e projetos como o Harus. O primeiro álbum que Anette Olzon participou, como todos sabem, foi feito às pressas para a apresentação da mesma, após a saída inusitada/inesperada de Tarja Turunen e fato totalmente oposto ocorreu com o novo álbum. Nota-se nitidamente o esmero, dedicação de todos integrantes da banda. A qualidade se tornou o objetivo do grupo, e tal objetivo foi atingido plenamente.
 Imaginaerum, sétimo álbum de estúdio do Nightwish, com certeza, levará a banda ao topo das paradas musicais no mundo inteiro com louvor, com mérito. E sem dúvida entrará para o grupo dos melhores álbuns da banda. Letras bem feitas, grandes composições, arranjos e vocais perfeitos. Não posso deixar de citar Marco Hietala, que arrasa no baixo e que também faz as vozes masculinas e Tuomas Holopainen, compositor principal que nesse álbum deu tudo de si, mostrou toda sua capacidade criativa. Enfim a banda toda parece que se revigorou e como uma Fênix renasceu das cinzas. A palavra que define o CD, na minha opinião, seria Épico!! Nota 10




Unpuzzle! é o álbum debut da Maestrick uma banda brasileira que estreou com força total. O trabalho conceitual possue uma variedade musical incomum, disposta em onze faixas, totalmente distintas umas das outras. Na verdade não dá para acreditar que Unpuzzle! trata-se do álbum debut da banda rio-pretense devido a qualidade apresentada, composições e produção nota 1000. O álbum vagueia por diversos estilos musicais como progress, jazz, blues, rock, heavy metal, MPB... Resenhei o EP da banda, e tive que  ter muita coragem para resenhar o CD,  pensei mil vezes antes de resenhá-lo... Maestrick: agressividade, peso, técnica e leveza na medida certa. Acrescento também ousadia, criatividade. E já na sua estreia, propriamente dita, está competindo na votação dos Melhores de 2011 do site Whiplash, em quatro categorias. Os meus votos eles ganharam.  Nota 10





Inner Monster Out - Shadowside O álbum, terceiro da banda, apresenta mais peso, mais potência,mais feeling, mais técnica  que seus antecessores.  Com esse CD a Shadowside atingiu nível internacional. A faixa título é minha preferida, confesso. O vocal estupendo, de extrema qualidade de Dani Nolden  aliado a nomes como Björn Strid (Soilwork), Mikael Stanne (Dark Tranquillity) e Niklas Isfeldt (Dream Evil) tornam essa faixa única. O álbum tem uma qualidade de som impecável. O trabalho reforça a linha Heavy Metal tradicional que a banda segue, que já se tornou uma marca registrada  do grupo, porém com toques de modernidade mas sem cair em modismos tão em voga atualmente. A vocalista demonstra, com certeza, mais segurança nesse álbum, na minha opinião, uma das melhores vocalistas femininas da atualidade. A extensão vocal de Dani Nolden é seu diferencial, indo dos vocais mais rasgados, passando por um gutural sem exageros à potentes agudos. Nota 9,5





Motion-  Almah Considero a volta do Almah... ou melhor o encontro da banda com a sonoridade ideal. A banda brasileira de power metal mesclado com progress, na minha opinião, é  a melhor representante que temos no estilo atualmente. O Motion é um álbum cativante, bem mais pesado que os dois primeiros trabalhos do grupo. Desejo que os próximos álbuns do grupo mantenham esse nível, essa qualidade. Pegada, feeling, arranjos de primeira, refrões grudentos (no bom sentido). Sei lá como descrever, Motion é perfeito.  Nele o vocalista Edu Falaschi interpreta as músicas divinamente, sua voz tem um encaixe perfeito nas melodias, nas músicas. O vocalista  mostra que foi  e que continua sendo um ícone do metal brasileiro e mundial. Claro que não posso deixar de falar na banda como um todo, que demonstra nesse álbum total interação. O que são os riffs de guitarra desse álbum? A cozinha toda nota 10. Tive o grande prazer de ver o Almah ao vivo aqui em Porto Alegre, abrindo o show do Machine Head e Sepultura, aliás, fui nesse show para ver a banda de abertura (risos) e saí de lá com aquela vontade de quero mais... Tomara que eles voltem para um show integral do Motion em breve. Nota 9






Glorious Collision do Evergrey, já é um capítulo à parte. Sou do fã-clube da banda. Parando para pensar, é o único fã-clube a que pertenço. Acompanhei o nascimento do álbum faixa a faixa. Lancei no Rocks, meu blog sobre música, cada websode lançado pela banda. Essa proximidade que algumas bandas atualmente estão usando eu sou totalmente à favor. É o que o público quer e aposto que diminui a incidência de freedownloads. É uma ótima estratégia de marketing, que as bandas mais antenadas estão voltando a adotar. Quem acompanhou as gravações, o diário semanal, no caso deles para exemplificar, duvido que não quis adquirir o exemplar físico, uma boa parte garanto que o adquiriu. Os suecos do Evergrey na verdade construíram o seu próprio estilo ao longo do tempo e o consolidaram com esse álbum. Não consigo dizer em qual estilo o Evergrey se enquadra. E precisa? Talvez possa ter sido a renovada que seu line-up sofreu, mas o álbum respira, transpira inovação e modernidade. E não concordo com o papo de que eles estão pop, como alguns dizem. Uma banda tem que inovar, acompanhar seu tempo e eles assim como a primeira banda citada WT fazem isso com total maestria. Também não sai do meu player. Nota 9






Quarterpast do Mayan foi paixão a primeira audição. Os sete cantores escalados para o álbum debut da banda foram, como é de domínio público, Mark Jansen (Epica), Arien van Weesenbeek (Epica), Jack Driessen (ex-After Forever), Floor Jansen (REVAMP, ex-After Forever), Simone Simons (Epica), Henning Basse (Sons Of Seasons) e a cantora de ópera italiana Laura Macri, um time de primeira grandeza, já são garantia de sucesso, de qualidade... Temos exemplos no meio que desmentem essa afirmação, mas não é o caso dessa trupe. Como digo nada menos do que um " Bravo!!" é o que eles merecem. A mistura de Death Metal, Black e Progressivo mesclados com arranjos de orquestra sinfônica encaixaram, combinaram perfeitamente. Esse álbum é audição obrigatória no mínimo bi-semanal no meu player. Como disse o próprio Mark Jansen numa entrevista Mayan seria uma mistura de Symphony X e Opeth. Quer melhor do que isso? Nota 9






Dystopia do Iced Earth agradou tanto a crítica especializada como o público em geral, fato não muito comum. O álbum pra mim tem peso na medida certa. Gosto do álbum anterior, o The Crucible of Man está entre meus álbuns favoritos. Jon Schaffer é um gênio no quesito composições e esse novo vocalista me remete aos áureos tempos do Heavy Metal. O vocal de Stu Block me agradou muito em termos de timbre. Por coincidência tem uma promoção desse álbum no Rocksblog. #Participem  Nota 8,5

* Para participar do sorteio clique aqui!





Evanescence- Evanescence Após um hiato de três anos a banda retornou com um álbum autointitulado. O novo CD  está um pouco diferente dos anteriores, um pouco mais pesado, com destaque para a bateria que tem um destaque maior e os riffs "fodásticos" das guitarras. A parte instrumental da banda, os arranjos em geral estão mais trabalhados. Violinos dão um clima ímpar ao CD. O álbum  mostra uma clara evolução da banda num todo. Sou fã da banda desde sua criação e estou pouco ligando para críticas da ala mais xiíta dos bangers. Sim Evans é pop, mas um pop de qualidade. E como poucos faz ao vivo o que faz no estúdio... Bem naquele estilo, quem sabe faz ao vivo. Dizer que é o melhor trabalho do grupo originário do Arkansas, não posso concordar. Na minha opinião esse álbum se equipara ao demais, ou melhor, cada álbum do Evans tem identidade própria. E esse com o passar do tempo deixará suas marcas, seus hits, como os demais deixaram. O aspecto gótico, que remete aos álbuns anteriores, continua presente nesse CD, mas "Evanescence", o álbum, tem de tudo: tecno, metal, tem uma pegada sinfônica e por aí vai, só escutando... Falando nisso é bem complicado definir o estilo da banda. Rock, Gótico, Metal... Danem-se essas nomenclaturas. Nota 8,5





Krypteria - All Beauty Must Die Acompanho a banda faz uns quatro anos. Como costumo dizer, tenho uma veia gótica muito forte (risos) e na minha opinião a banda alemã/coreana nesse gênero é "hors concours". E com um plus que as bandas do gênero, geralmente, deixam a desejar, eles aliam às suas músicas modernidade, um toque de pop que muitos julgam como um ponto pejorativo. Esse álbum, quarto de estúdio da banda, difere dos seus antecessores. All Beauty Must Die poderia se enquadrar no estilo Power-Gothic, mas também agrega uma pegada sinfônica. Esse álbum possui participações especias dividindo o vocal com Ji-In Cho, primeiro álbum que isso ocorreu. Tem releituras de clássicos como Liberatio, Get The Well Out Of My way, só essas duas faixas o colocariam nessa lista, estão perfeitas. The Eye Collector encerra o álbum, em torno de um pouco mais de 11 minutos de duração, nela a banda deixa bem claro que está cada vez mais se aperfeiçoando, a cada álbum amadurece mais. Essa faixa é um show à parte! #recomendo






By Karen - ROCKSBLOG