sexta-feira, 16 de março de 2012

Livro "Metal Brasileiro": entrevista com Alexandre de Orio



"Metal Brasileiro: Ritmos Brasileiros Aplicados na Guitarra Metal - Novos Caminhos Para Riffs De Guitarra", a proposta sugerida por Alexandre de Orio (guitarrista do Claustrofobia e do Quarteto Kroma), vem em formato de livro e CD. Este lançamento mostra a riqueza dos nossos ritmos e amplia os horizontes de músicos e fãs.
O Quimeras - MetalBlog teve o prazer de conversar um pouco com Alexandre, acompanhe:     


Quimeras- Conte-nos um pouco sobre a ideia do livro, suas aplicações e sobre como foi o lançamento.
Alexandre De Orio: A ideia surgiu depois que passei a criar riffs, utilizando livros de bateria como “pano de fundo”.
Compunha os riffs ou partes de músicas para serem usados no Claustrofobia. Queria encontrar algo que me levasse para outro lugar no que diz respeito à composição, que surgisse idéias diferentes, que me levasse para outros caminhos. Foi então, estudando estes livros voltados para levadas de música brasileira que comecei a desenvolver este trabalho. E além de utilizá-los para ajudar nesta parte da criação, comecei a usá-los como uma ferramenta para o estudo de técnica, principalmente vinculado a mão direita, para execução de palhetadas que são muito comuns em riffs de metal. Aí que percebi que estava com um material interessante em mãos e daria para transformá-lo em livro. Passei a desenvolver a parte escrita e depois define que seria melhor lançar em forma de uma Série porque somente o samba, que é o primeiro ritmo na qual eu trabalho neste primeiro volume, já dava muito assunto e tinha muito material, então seria melhor dividir para não perder o foco. Reuni diversas levadas dentro das diferentes vertentes do samba; frases e células rítmicas características deste gênero etc – tudo aplicado na guitarra voltado ao metal. Abre a possibilidade de estudo ou pesquisa para os bateristas também porque vem escrito as partes das levadas de bateria.
Em relação ao lançamento, ainda não teve um oficial, ainda negociarei a distribuição, mas já está à venda no site www.metalbrasileiro.com ou pode tratar diretamente comigo. Há pouco tempo liberei na internet um vídeo de lançamento também, só conferir aqui.

Quimeras- Qual a repercussão que você tem recebido até agora? E o que tem surpreendido mais os leitores?
A.: Tem sido muito boa a repercussão. Ando recebendo várias mensagens, emails parabenizando a iniciativa, pela “sacada” e que vai ser um ótimo material para contribuir com o desenvolvimento do metal. Fico feliz porque a maioria das pessoas entendeu a proposta e isso mostra também que estão com a cabeça mais aberta.
O que tem mais surpreendido a galera é o quanto dá pra ir longe no que diz respeito a criação utilizando estes elementos, mas sem descaracterizar o metal. Por exemplo, sempre comentam nos exemplos do livro em que contém o mesmo riff exemplificado tanto em uma levada de bateria de metal quanto numa levada de bateria de samba, que é de onde a ideia nasceu. Quem ainda não tem o livro, pode assistir o vídeo ou ouça os exemplos no site.

Quimeras- Qual o maior desafio na hora da execução do Samba com o Metal nas guitarras?
A.: Acredito que seja na execução dos ritmos mais sincopados ou com muitos contratempos porque de maneira geral, isso não é uma característica na linguagem do metal, portanto pra quem não está acostumado com isto pode sentir dificuldade. Tem algumas figuras rítmicas também que exigem uma acentuação correta. Se não pode soar outra figura rítmica ou parecer que o ritmo “cruzou”.

Quimeras- Na sua visão o que o Samba pode acrescentar ao Metal e vice-versa?
A.: Estes ritmos sincopados que comentei acima é um ótimo exemplo de algo que podemos acrescentar no Metal. Trazer esse swing e essa ginga que encontramos nos ritmos brasileiros. Agora, é importante ter bom senso e não fazer algo forçado ou meio “caricaturesco”.
Quanto ao Metal no Samba, ainda não sei exatamente; talvez uma “atitude mais agressiva”.

Quimeras- O público destes gêneros tem se mostrado conservadores quanto a mistura que você propõe?
A.: Não, muito pelo contrário, tem apoiado muito e se interessado bastante pelo trabalho e pela forma como o assunto está sendo abordado. Aliás, vou aproveitar para dizer uma frase que o Andreas Kisser escreve no final do prefácio “Crie música sem preconceitos”.

Quimeras- Recentemente o Claustrofobia lançou o excelente álbum Peste. Pouco antes do lançamento vocês soltaram a faixa Nota 6.66 em que há a forte presença do Samba, chegando a assustar muitos fãs (inclusive eu). Até que ponto o seu trabalho com o livro e o CD específicos com essa mistura influenciou a criação do Peste?
A.: Acho que não influenciou diretamente, mas com certeza tem influência. Não só no Peste, mas essas ideias propostas no livro já vem de muito tempo atrás e tem marcas em outros discos, por exemplo, no álbum I See Red tem um riff  inspirado em um Frevo, tem uma faixa que tem uma introdução de violão numa levada de Partido-Alto etc. Já estamos tocando juntos há 17 anos, não tem como um não influenciar o outro.

Quimeras- Podemos esperar da sua parte mais misturas inusitadas como esta?
A.: Com toda certeza. Tenho várias outras ideias, mas tenho que me segurar pra não atropelar as coisas. Podem aguardar!

Quimeras- Espaço aberto Alexandre para deixar seu recado. E muito obrigada por esta entrevista!  
A.: Primeiramente, obrigado pela entrevista e pela força que você sempre dá ao Claustrofobia e ao underground nacional.
Agradeço a todas as pessoas que me ajudaram neste trabalho desde amigos próximos que participaram do processo do livro até os mais distantes, que de repente ajudaram compartilhando as ideias em redes sociais ou incentivando etc.
Esse livro é um pouco de cada um dos caras do Claustrofobia, do Kroma, pois estamos há muitos anos juntos e eles fazem parte disso também.
Valeu a todos os fãs do Claustrofobia e do Quarteto Kroma!




No vídeo abaixo o guitarrista fala mais sobre o projeto: 




 BY HARUMI

Adquira o livro e o CD diretamente pelo site do projeto, o METAL BRASILEIRO !



quarta-feira, 14 de março de 2012

Banda Brasileira no "Ernie Ball - Battle Of The Bands"



"The 16th Annual Ernie Ball Battle of the Bands presents Divine Uncertainty who is competing for a spot on this years 2012 Warped Tour."


"Click the link below to vote in the Divine Uncertainty band."


O festival "ERNIE BALL BATTLE OF THE BANDS", que acontece anualmente nos EUA, chega a sua décima sexta edição e traz esse ano a banda brasileira Divine Uncertainty em seu quadro de votação para esse ano.


O evento criado pela famosa marca de acessórios e instrumentos musicais Ernie Ball, tem como objetivo revelar novas bandas realizando uma turnê com as mais votadas, além de premiar a melhor banda com instrumentos e acessórios.




Para conhecer melhor o Divine Uncertainty acesse:
 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Balanço Musical 2011 por Ulysses



Ulysses Caetano Braga, 19 anos, Técnico de Informática e Redes e estudante. Apaixonado por Rock n' Roll desde os 8 anos de idade, um dos organizadores do festival ROCK NAS ALTURAS realizado na cidade de Maria Da Fé - MG.





Olá, meu nome é Ulysses e a pedido da minha amiga Harumi estarei falando um pouco sobre meu gosto musical, como ele evoluiu e variou desde o ínicio de 2011 até agora.
Primeiramente, o que é a música? O que seria do meu, nosso mundo sem ela?
A ciência diz que a música é um conjunto de ondas sonoras que são chamadas de notas. Mas não é tão simples assim, nem todo conjunto de notas pode ser chamado de música (funk carioca é um exemplo perfeito), é muito mais que isso, envolve sentimentos. Seja lá quais forem eles: dor, amor, ódio... sem que haja um sentimento não há música, independente do estilo. 
Nós não seriamos nada sem a música. Não digo impossível, mas acho inválido um humano viver sem música, pois é a maneira mais sensata de se expressar, até mesmo os animais podem ser influenciados por ela. A música faz parte da nossa história, histórias de vidas, nações, de TUDO.

Enfim vamos ao que interessa, comecei 2011 ouvindo algo com mais pegada, talvez pelo fato de eu estar recomeçando os estudos em uma nova escola.  Então ouvia doses diárias de Arch Enemy, Claustrofobia, Norther entre outras bandas do estilo.
Por volta de Março, já tinha me adaptado a nova rotina escolar e prestes a começar em um novo emprego, então boa parte do tempo em que eu estava ouvindo algo, eram clássicos do Heavy Metal como: Metallica, Megadeth, Black Sabbath, Iron Maiden, Manowar, Overdose.
Abril foi uma época um pouco cansativa e cheia de reflexões então estava ouvindo coisas do tipo Pink Floyd, Lorena McKennit, Era, Vangelis. Coisas mais calmas e que me davam a vontade de “filosofar”, foi assim até meados de Maio. Em Maio eu estava na época “Rock n' Roll”, quase todos finais de semana, barzinho, cachaça com os amigos (não existe coisa melhor no mundo). Então não dava outra, era Led Zeppelin, Motorhead, AC/DC, Motley Crüe, Jimi Hendrix... Bandas que me dão vontade de “FUCK YEAH” se é que me entendem, continuei assim por um bom tempo.
Mas, foi em Junho que a coisa começou a ficar boa, véspera de Roça n' Roll (tradicional festival do sul de Minas), aquela dose de bandas nacionais como Angra, Sepultura, Shaman, Overdose, Volkana, Viper, Hangar além das bandas que iriam se apresentar no festival e uma em especial: DR. SIN, a minha banda brasileira predileta! Aliás, peguei uma baqueta do Ivan Busic, a maneira com aquela baqueta veio parar nas minhas mãos foi muito inusitada, mas isso é história para outra hora.
Passado o Roça n' Roll começou os preparativos para segunda edição de um festival que realizo na minha cidade, o Rock nas Alturas. Final de Junho até o começo de Dezembro, foi tudo ao mesmo tempo estresse, alegria, tristeza, alguns desapontamentos, mas não posso reclamar, sem sombra de dúvidas foi ótimo! Eu ouvia de TUDO um poco todos os dias, principalmente as bandas que iriam se apresentar no evento: Pleiades, Red Front, Spreading Hate, Red n' Black e Children of The Beast, o tempo passou MUITO rápido. Chegando em Dezembro, os nervos estavam à flor da pele. Muita expectativa (sinceramente nos 5 dias anteriores ao evento eu não conseguia ouvir nada). Passado o tão esperado dia 10 de Dezembro, foi tudo perfeito, o evento maravilhoso e um dos momentos mais gratificantes da minha vida. Desde então até o final de Janeiro ouvi muito Power Metal, após toda aquela correria e agitação nada melhor que viajar em algumas histórias e fantasias,  estava ouvindo coisas como: Blind Guardian, Helloween, Rhapsody of Fire, At Vance.
Há pouco, no começo de Fevereiro me dediquei um pouco mais ao Progressivo, ouvindo coisas como Shymphony X, Dream Theater, Kansas. Não sei porque, mas o Progressivo me faz analisar as coisas detalhadamente (tá, eu faço ideia de um porque). E finalmente AGORA, primeiros dias de Março mais uma vez projetando a próxima edição do Rock Nas Alturas, ainda continuo um pouco no Progressivo. O que é uma boa no momento, projetos tem que ser detalhadamente descritos e analisados; mas já me sinto migrando novamente às bandas "brazucas" afinal, Roça n' Roll tá aí de novo!


Bom pessoal, é isso. Não sei se consegui me expressar bem, não sou muito bom nessas coisas.
Gostaria de agradecer a equipe do Quimeras - MetalBlog pela oportunidade, que tem feito um trabalho excelente e impecável!


Aproveitar e fazer aquele Merchan...



Dúvidas, sugestões, críticas, favor entrar em contato: ulysses_sorvete@hotmail.com


By Ulysses

segunda-feira, 5 de março de 2012

Death (parte II)



No ano de 1987, Chuck retorna aos Estados Unidos e remonta o Death. No mesmo ano ocorrem as gravações e o lançamento do debut Scream Bloody Gore pela gravadora Combat Records.

Formação: Chuck (Guitarra/vocal/baixo), John Rand (guitarra) e Cris Rheifert (bateria).
Faixas: 
01- Infernal Death
02- Zombie Ritual
03- Denial of Life
04- Sacrificial
05 - Mutilation
06- Batized in Blood
07- Torn to Pieces 
08- Evil Dead
09- Scream Bloody Gore
10- Beyond Unholy Grave
11- Land of no Return

Em 1988 a banda lança o segundo álbum: Leprosy pela combat records.


                        Formação: Chuck Schuldiner (guitarra e vocal), Rick Ross(guitarra), Terry Butler (baixo), Bill Andrews (bateria).
Faixas: 
01 - Leprosy
02- Born Dead
03- Forgotten Past
04- Left to Die
05- Pull the Plug
06 - Open Casket
07- Primitive Ways
08- Choke on It


O terceiro álbum foi Spiritual Healing, lançado em 1990: 


                   Formação: Chuck Schuldiner (guitarra e vocal), Rick Ross(guitarra), Terry Butler (baixo), Bill Andrews (bateria).
Faixas: 
01- Living Monstrosity
02 - Altering the Future
03- Defensive Personalities
04- Within The Mind
05- Spiritual Healing
06- Low Life
07- Genetic Reconstruction
08- Killing Spree

A turnê de Spiritual Healing ocorreu durante os anos de 1989 e 1990, e foi bem conturbada. Inicialmente com a saída de Rick Ross, que foi substituído por James Murphy( agent Stell e Hallows eve), substituído por Albert Gonzalez
( ex- evil dead), que também foi substituído por Paul Masvidal( Cynic). 

Além de mudar quatro vezes de guitarrista em menos de um ano, os membros do Death decidem seguir em turnê contra a vontade de Chuck, o que é claro causou uma boa briga entre Chuck e os antigos membros do Death.
A formação dessa turnê contou com Terry Butler, Bill Andrews, Walter Trachsler (guitarra- ex Rotting Corpse) e Louie Carrisalez (vocal - Devastation). 


Mesmo com a essa turnê Chuck estava determinado a seguir em frente com o Death (afinal a banda era dele!) Na época muitos boatos e calúnias foram lançados na imprensa, inclusive que de que ele estivesse começando uma nova banda voltada para o Glam metal, e até mesmo que tivesse sido internado em um hospital psiquiátrico.


Como resposta aos comentários maldosos, Chuck simplesmente remontou a banda com novos integrantes, e lançaram " Humam" em abril de 1991, pela Relativity Records.
Formação: Chuck Schuldiner (vocal e guitarra), Paul Masvidal (guitarra - Cynic), Steve DiGiorgio (baixo - Sadus), Sean Reinert (bateria - Cynic).


Faixas: 
01- Flatering Emotions
02- Suicide Machine
03- Together as One
04- Secret Face
05- Lake of Comprehension
06- See Trhough Dreams
07- Cosmic Sea
08- Vacant Plantes


 Desse álbum foi lançado um video para Lake of Comprehension:


A banda seguiu em turnê durante o ano de 1991, tocando com as bandas Napalm Death, Pestilence, Cannibal Corpse e Dismenber. Durante a turnê Steve DiGiorgio foi substituído por Skot Carino.
em 1992 a banda faz uma excursão pela Europa, que rendeu a sua primeira compilação intitulada Fate.


Faixas: 
01- Zombie Ritual
02- Together as One
03- Open Casket
04- Spiritual Healing
05- Multilation
06- Suicide Machine
07- Altering the future
08- Baptized in Blood
09- Left to Die
10 - Pull The Plug


Paul Masvidal e Sean Reinert decidem remontar seu projeto, Cynic. Em 1993, lançam o primeiro álbum intitulado Focus.
Para o lugar deles entram Andy LaRoque (guitarra - King Diamond) e Gene Hoglam (bateria - Dark Angel). No mesmo ano Steve DiGiorgio retorna a banda para as gravações de Individual Thought Patterns
Formação: Chuck Schuldiner, Steve DiGiorgio, Andy LaRoque e Gene Hoglam.
Faixas:
01- Overactive Imagination
02- In Humam Form
03- Jealousy
04- Trapped in a Corner
05- Nothing is Everything
06 - Mentally Blind
07- Individual Thought Patterns
08- Destiny
09- Out of Touch
10- The Philosopher


Desse álbum é lançado um video para The Philosopher:


Em maio de 1995 lançam Symbolic pela Roadrunner Records:
                  Formação: Chuck (guitarra e vocal), Bobby Koelble (guitarra), Kelly Conlon (Baixo), e Gene Hoglam (bateria).


Faixas:
01- Symbolic
02- Zero Tolerance
03- Empty Words
04- Sacred Serenity
05- 1000 Eyes
06- Without Judgement
07- Crystal Mountain
08- Misantrope
09- Perenial Quest


Em 1996 o Death faz uma pausa e Chuck incia o projeto Control Denied, em conjunto com o Shanom Hamm (guitarra), Scott Clendenin (baixo) e Chris Willians (bateria), que fosi substituído mais tarde por Richard Christy (bateria). 
Ainda nesse ano o Control Denied lançou uma primeira demo.


No fim de 1997, Chuck entra num acordo com a Nuclear Blast Records, eles decidem lançar um último álbum do Death antes de lançar o debut do Control Denied.


Em setembro de 1998 o Death lança The Sound Of Perseverance:
    Formação: Chuck (guitarra e vocal), Shanom Hamm (guitarra), Scott Clendenin  (Baixo), e Richard Christ (bateria).
Faixas:
01- Scavenger of Humam Sorrow
02- Bite the Pain
03- Spirit Chrusher
04- Story to Tell
05- Flesh and Power it Holds
06- Voice of The Soul
07- To Forgive is to Suffer
08- A moment of Clarity
09- Painkiller (Judas Priest Cover)


No mesmo ano a banda excursionou pela Europa e Estados Unidos, tocando com Benediction e Hammerfall.


O primeiro álbum do Control Denied foi gravado em 1999, a formação contava com Chuck e Shanom Hamm nas guitarras, Steve DiGiorgio no baixo, Richard Christy na bateria e Tim Aymar no vocal. Intitulado The fragile Art of Existence, o álbum dividiu opiniões, sendo louvado por uns e considerado por outros um pouco progressivo demais. 


Ainda em maio desse ano, veio um golpe fatal, Chuck foi diagnosticado com  um tumor cerebral. Começou ai uma luta que duraria dois anos e meio.
 Com a ajuda da família, amigos e de mobilizações de fãs, ele chegou a fazer uma cirurgia, porém dois anos mais tarde o tumor retornou. Era necessária uma nova cirurgia, que acabou não sendo realizada por falta de recursos.
Em dezembro de 2001 contraiu pneumonia e acabou não resistindo.


Chuck Faleceu em 13 de dezembro de 2001, deixando uma herança inesquecível em forma de música! 
Um guitarrista que viveu seu próprio mundo, com sua própria filosofia; moldou uma nova forma de música extrema e inspirou milhares de fans e guitarristas por todo mundo! 


Memories:
http://www.emptywords.org/ 


Fotos













domingo, 4 de março de 2012

Death - Parte I




Chuck Schuldiner


Charles Michael Schuldiner nasceu em 13 de maio de 1967 em Long Island Nova Iorque e sua família se mudou para a Flórida em 1968. 
Filho de Mal e Jane Schuldiner, dois professores Judeus, Chuck não se envolveu com nenhuma religião. Mesmo assim ele possuía um lado espiritual muito forte e bem próprio.
Quando tinha nove anos seu irmão mais velho, Frank, sofreu um acidente fatal. Os pais de Chuck decidem então lhe comprar um violão para que ele se distraísse um pouco.
Começou então a fazer aulas de violão clássico, mas não curtiu nem um pouco e decidiu parar. No mesmo ano seus pais lhe deram uma guitarra e um amplificador, pelos quais se apaixonou totalmente!
Suas primeiras influências musicais foram KISS e bandas de NWOBHM, como Iron Maiden, Judas Priest, etc. E mais tarde de bandas de Thrash Metal, como Metallica, Slayer e Possessed.
Abandonou a escola ainda na adolescência por que achava as aulas muito chatas, mesmo tendo boas notas... Coisa que acabou se arrependendo alguns anos mais tarde. Ainda na época de escola conheceu o baterista Barney Kam Lee e o guitarrista Rick Ross, com os quais viria a formar o Mantas.


MANTAS

Em 1983, aos 16 anos, Chuck fundou junto com o guitarrista Rick Ross e o baterista Barney “Kam” Lee, a banda Mantas. As principais influências do Mantas eram Venom e Slayer
Em 1984 lançam uma demo intitulada Death by Metal:


A demo continha cinco músicas e acho que nem preciso dizer que o som era brutal! Mesmo sendo uma gravação precária, ficaram razoavelmente conhecidos nos EUA, porém Chuck não estava totalmente satisfeito com os resultados. Para ele as pessoas não compreendiam a sonoridade do Mantas e subestimavam a banda.




DEATH

Os integrantes do Mantas tiveram alguns desentendimentos e a banda terminou, porém eles logo voltaram, a partir daí sob o nome de Death.
 Em outubro de 84 a banda lança a primeira demo "Reing of Terror":




No ano de 1985 a banda lança duas demos: Infernal Death e Rigor Mortis:





No fim do mesmo ano a banda se dissolve e no início de 1986 Chuck vai para o Canadá, se juntar ao Slaughter. Grava junto com eles o tape “Fuck of Death”:


Esses foram os primeiros passos de Chuck para a formação do Death.
Em 1987 Chuck retorna aos Estados Unidos, e remonta o Death.
O resto da história eu conto no próximo post...


By Youkai